domingo, 10 de junho de 2012

Repost porque não sei fazer melhor (nem me qpetece, que já é tarde)

Podia ficar quieta, mas nutro carinho por esta brincadeira do ano passado, a modos que reposto (o 4o dos 3 Rs)...  nunca passo este dia em branco.
Mix caseiro de títulos/versos avulsos do livro de sonetos do Senhor deste dia. No dia do país deste Senhor.

Amor é fogo que arde sem se ver
O fogo que na branda cera ardia
Transforma-se o amador na cousa amada
Se tanta pena tenho merecida

Tanto de meu estado me acho incerto  
Julga-me a gente toda por perdido
Posto me tem Fortuna em tal estado
Coitado! que em um tempo choro e rio

Busque Amor novas artes, novo engenho
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Amor que o gesto human na alma escreve
Que me queríeis, perpétuas saudades?

Se as penas com que Amor tão mal me trata
Quem pode ser livre, gentil Senhora
Tomou-me vossa vista soberana
O tempo acaba o ano, o mês e a hora

Alma minha gentil que te partiste
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Enquanto quis Fortuna que tivesse
Eu cantarei de amor tão docemente
Sempre a Razão vencida foi de Amor
(Beijinho bom nessas bochechinhas quinhentistas)

5 comentários:

António Branco disse...

ah quem me dera ser Camões... e rescrever a História :P

Orquídea Selvagem disse...

Ah... Camões... esse poeta errante!

(Ó pariga... achas mesmo que passados estes anos todos o homem ainda tem bochechas??)
hehehehe

AC disse...

Que sempre a razão seja Amor.

PinkPoison disse...

:)(pink)

Catarina disse...

É engraçado constatar que identifico praticamente todos os versos... Sinal que a minha memória ainda está ON :)