Fernsehturm (Torre da televisão) - ex libris de Berlin Oriental concluida em 1969.
Tem uma versão à escala na chocolataria melhor do mundo (esta).
Dá jeito para uma pessoa se orientar porque se vê de muito longe e de ângulos inesperados.
Tem outro impacto quando não está para se abater uma tempestade mas eu gosto do cinzento desta foto.
Bem, o António Zambujo num concerto tão intimista quanto impossível em Portugal, foi maravilhoso. É isto.
Momentos deliciosos cheios de sorrisos e brincadeiras pelo meio. Pela 1a vez em Berlin e com uma sorte do caneco, fiquei a 2000 milímetros dos músicos, mais coisa menos coisa :)
Espero, no entanto, que o Luís Guerreiro não se tenha assustado com o olhar levemente alucinado deveras curioso desta que vos tecla. Nunca tinha estado tão perto de uma guitarra portuguesa! Obrigada por este serão encantador.
E um beijinho à Margarida por se ter lembrado da Manquinha (alcunha que, espero, deixe de fazer sentido em breve. S. Abegildo me ouça! Amén-doim)
Todos os caminhos se cruzam em algum ponto. Todos vão dar a Berlin.
Ao fundo à direita está a Neue Synagoge, a sinagoga mais emblemática da cidade e talvez do país (detalhes AQUI).
Foram 3 dias de punks agrupados num evento no centro festeiro de Berlin (no Leste, claro). Fui ao 3o dia porque os Toy Dolls encerravam o festival. 35 anos de carreira, das poucas bandas punks que "toca mais de 3 acordes" (confirmai AQUI com a benção de Bach) e melodias diferentes para cançonetas diferentes (as outras devem achar que nós não damos conta...).
Um noite de boa disposição seguida de quase 3 minutos de aturada reflexão para concluir o seguinte:
- É engraçado ir a um evento tão específico e ser diferente por ir "normalzinho" no trajar, penteado e quantidade de metal atravessado na chicha;
- Grande revelação + conselho da semana a uma boa percentagem do público presente: o sabão não morde! A sério, até se desfaz quando combinado com água. Isso e detergente nas roupas volta e meia. Ide e espalhai A palavra.
- Pessoas de cristas, a pergunta que se impõe: como é para dormir de costas? (Esta dúvida encanita-me muito antes do festival)
Berlin, um dos redutos punk. Aqui em sintonia de cores
Toy Dolls, o mesmo vocalista de sempre,
mais que muitos bateristas e baixistas.
Ao cair da tarde, sentada na poltrona de veludo vermelho de um bar não longe de onde agora escrevo, pensarei para com o meu dirty Martini que, se Berlin fosse a Nau Catrineta teria muito que contar. Não sendo, terá que guardar.
8 anos, 1 bilhete de ida e 1 de volta em standby
Portas abertas, como em Braga
"Molecule Men (Berlin)" de Jonathan Borofsky.
30m de alumínio erguem-se do rio Spree
Verão no Spree
Inverno, quando só os loucos andam de bike (Hello boss)
Monumento aos Judeus mortos na Europa (detalhes aqui)
Há uns anos, quando me queixei do frio que se fazia sentir, alguém me disse que, nesta altura, há dias (raros) que amanhecem com céu limpo e sol radioso, que a luz desses dias reflete a neve branca e só isso compensa a parca claridade de todos os outros, que o ar gelado cortante é tão límpido como cristal e há uma magia no ar. Que, quando eu desse de tal dia, ia descobrir a o lado mais sublime do Inverno em terras (mais) altas. Tinha razão.
Eu sei que esta rubrica ganhou pó logo que nasceu, mas hoje começo a redimir-me com um curioso Trabant - o mítico carro da Alemanha de Leste - estacionado algures no centro, carregadinho de peluches, o sonho de consumo de qualquer miúdo com menos de 10 anos.
É uma das apostas turísticas em Berlin. Quem quiser pode dar uma voltinha num carro destes (com menos ocupantes).
- Ah e tal Pusinko, e tu já deste um passeio numa destas carripanas?
- A sério leitor? Vamos voltar a falar dos meus 9 anos de carta e probabilidade de amolgar a chapa dada a imensa frequência com que conduzo desde que a tenho?
-......
- Ah bom.
O que me prende a esta cidade é algo que nao sei (ou nao quero) explicar. Há tanto de Berlin em mim e de mim em Berlin que quero partilhar volta e meia. Aqui, mini-sala de estar a céu aberto num cantinho de Prenzlauer Berg.
(As fotos que, porventura, cá venham parar sao assinadas por mim ou publicadas com identificacao/autorizacao do autor. As minhas primam por um quase total desprezo pelo enquadramento, luz, zooms, flashes e demais vocabulário técnico. Vao ver que é facílimo distingui-las das boas.)