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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Vamos falar da irmã Zuleide? Vai ter de ser...



Sim, eu sei, este blog reabriu com notícias divinas do Brasil e segue firme com mais um fenómeno no mesmo país. Desta feita, temos a irmã Zuleide, personagem digital que me deu gargalhadas por mais de 1h (que não volta atrás mas) da qual não me arrependo muito ter perdido.
Entre muita, muita parvoice há conselhos com material para reflectir a quem precisar.
É esperar que entre olhos adentro de galdérias moças e safadões moços necessitadas de apoio espiritual.
Fica aqui uma selecção aleatória da coisa:

Generalistas:
Lições para todos:  


Mais aqui
(Eu enchi o saco porque vi muitas)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Frase do momento #46



"É preciso deixar a vaidade àqueles que não têm outra coisa que os recomende"


Julie D'Aiglemont in A Mulher de Trinta Anos, Honoré de Balzac

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Frase do momento #45



"For the high fly how low are you willing to go?"


Autor desconhecido / Letra de música


terça-feira, 30 de junho de 2015

A TVI alemã: o drama, o horror, Moto GP e trufas de chocolate (do Equador)


Errata
Onde se lê "TVI alemã" leia-se "todos os canais generalistas".

Em Portugal é comum ouvir o público referir-se à "TVI" como o fim da linha no que a programação de baixa qualidade diz respeito. Confesso que há fundamento para certas piadas mas, se quem fala assim visse um bocado de TV alemã talvez reformulasse a sua escala de mau.
Aqui também há melodramas de fazer chorar as pedrinhas da calçada, actores atrozes e apresentadores que estavam bem melhor a embalar sandes de queijo para máquinas de venda automática do que na TV nacional. A caixinha mágica germânica merecia mais, a sério que sim. Mas, pelo menos há a publicidade geral para equilibrar as coisas. Pois sim... nos intervalos há anúncios que me fazem questionar se permitem consumo de drogas pesadas nas companhias. Não as que inventam certas atrocidades, as tais empresas criativas ahahahahahah mas as que, alegremente, pagam e não bufam por tais produtos. Isto começ...

- Ah e tal, Pusinko, então não eras tu que afirmavas a pés juntos (e em separado, dedos cruzados e o chifrudo a 4) que não tens nem vês televisao? Que vem a ser isto?
- É um facto mas...
- Esperava mais de ti, francamente!
- Deixa-me acabar, por favor? Há uma razão para tudo.
- ..........

Como eu ia dizendo antes do Joel me interromper - o Joel é o meu amigo imaginário preferido e tem direito de antena no blog sempre que quiser - isto comecou com o retomar do ginásio. Várias máquinas possuem televisão (e mariquices tipo tweeter, FB...) e uma pessoa experimenta diferentes canais porque não os tem em casa e sempre se passa o tempo. Sucede que, após um zapping agoniante, dou por mim feliz com os resumos de Moto GP (à propos, e o duelo entre o Marquez e o enorme Rossi no fim de semana?) ou campeonatos de snooker. Assim como assim, são mais respeitáveis que a verborreia televisiva disponível às 7 da manhã.

Em resumo, a televisão generalista nesta terra é um poço sem fundo de tesourinhos deprimentes. Da publicidade aos reality shows, dos programas de entretenimento aos concursos, das telenovelas aos filmes dobrados, haveria muito por onde reflectir, tivera eu engenho e arte (ou paciência, vá) para esmiuçar isto a eito.

Nota final:
Caros alemães, fazeis castelos bonitos, que fazeis, mas olhai que nisto das novelas, as da Globo dos anos 80 têm muito para vos ensinar. Importai que vos faz melhor.

Era isto. Adeus. Boa noite.


PS: E trufas de chocolate? Cuidais que eu olho para a TV alemã sem um motivo sério?


Notai que a melhor chocolateria de Berlin é exactamente em frente ao ginásio. Detalhes sórdidos de quem sabe o que tem lá dentro AQUI.


sexta-feira, 13 de março de 2015

Um ci(r)c(u)lo depois


Sexta-feira, 13 de Março de 2009. Seis anos depois, outra sexta-feira 13 para comemorar o nascimento de um tasco conhecido como Pusinko. Como a parvoice não passa de moda, continuaremos sintonizados neste canal por cabo.   (Até ver)

\m/   \m/












terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Esta e outras 15, aos 70 anos


 Foi há 70 anos que deixou de cheirar a carne cremada em Auschwitz-Birkenau. As outras 15 AQUI 


Como Auschwitz houve outros mas, jamais se esqueca a tortura em massa mais famosa dos tempos modernos. Das limpezas em terreno anexado à mother Russia pouco se fala, mas nao foram menos reais por isso. Infelizmente, continuam a repetir-se atrocidades como estas todos os dias (ou talvez os pretos, Yezidis, pobres e outros perseguidos debaixo do nariz do mundo estejam longe demais?) Que as imagens ajudem a acordar quem vive na Sta. Ignorância de que já acabou.





terça-feira, 30 de dezembro de 2014

23360 dias juntos


ou mais.


"Nunca tive um dia triste do seu lado. Era o meu coração e eu o dele. 64 anos juntos. Como vou viver sem o meu amor?" 


A senhora que hoje abracei viveu no verbo amar desde que, aos 17 anos, trocou olhares com um rapaz de olhos verdes que se apaixonou por ela no mesmo instante. Há amores que nos fazem crer no amor.







quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Fortuna - status (in)variabilis



A., mulher-menina crescida entre as montanhas e a capital do País das Rosas. Filha de pais cujo hobbie principal era o alpinismo, cedo os acompanhou em pequenas aventuras em família. Os desafios maiores eram reservados alternadamente aos adultos e foi com entusiasmo que, adolescente, acompanhou os detalhes da escalada por excelência para todos os amantes da arte: o Evereste - sonho da mãe. Integrada numa equipa experiente, seguiam a bom ritmo combatendo os efeitos secundários e condições extremas com a vontade férrea de vencer. A última vez que teve notícias foi em vésperas da etapa final, coisa de 1-2 dias até ao topo, dependendo das condições atmosféricas. Nunca saberá os metros que faltavam. Fizeram-se buscas, moveram-se céus e terras mas a montanha imensa calou-lhe o paradeiro. Um corpo que nunca foi achado, nunca foi velado nem teve uma morada onde a A. pudesse chorar a mãe. Estranhamente (ou não), a A. nunca abandonou a escalada, o snowboard ou o ski. Aliás, o seu entusiasmo contagiante levou muitos dos nossos amigos às montanhas do país das Rosas onde o pai se dedicou na solidão a guiar aventureiros por trilhos de Verão e Inv(/f)erno. Ontem também ele partiu sem aviso. Sem irmãos para abraçar na dor, com amigos próximos ao longe, saber onde será enterrado reabre uma ferida nunca fechou.
Minha A., sê forte como foste com todas as voltas que a vida te deu. Estamos aqui quando voltares, braços sempre abertos para ti. 










terça-feira, 3 de junho de 2014

Crónicas de 10 linhas: Pessoas onde podemos morar



Somos todos de algum lado. Mesmo quem se intitula cidadão do mundo, é cidadão primário de algures. Pode ser onde se nasce ou cresce (parcial ou totalmente), na nacionalidade dos progenitores ou um qualquer ambiente que não escolhemos em certa fase da vida. Há um canto que é o nosso e nos está na pele, através de gostos e atitudes. Estão lá para sempre como referência de quem somos, seja porque os partilhamos ou nos distanciamos deles. Depois, bem, depois há aquele outro local onde chegamos, que nos acolhe de modo diferente. Tem o que falta nas paragens intermédias e nos é, indecifravelmente familiar. Sentimo-nos estranhamente em casa sem saber como explicar que são os detalhes que fazem a diferença e não o que a  vista alcança.
Nas terras como nas pessoas, há aquelas onde podemos viver felizes muito tempo, nunca delas sair, ou passar só uma temporada. Há um amor ao qual não se foge, o 1o - a origem. Há quem more nesse amor até ao fim e quem o guarde em forma de coordenadas emocionais para gerir a(s) renda do(s) amor(es) seguinte(s). Tudo tem um preço: mudamos por necessidade, investimos numa nova terra, emprego ou coração. Nas pessoas como nas terras, o objectivo é um: sentir-se em casa (mais do que ter uma). 




Das paragens que tive até hoje, só a uma chamei casa (Berlin). Das que, eventualmente, terei no futuro, ainda nao sei dizer a que sabem. Mas depois, depois há o estranho caso de Lisboa e a certeza que serei feliz lá (mesmo que só a beije de passagem 1 vez por ano e, bem somado nao tenha lá estado um mes em 31 anos).


sexta-feira, 30 de maio de 2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mil duzentas e treze palavras* para Leipzig ou foi assim que peguei em Fausto

(* mais coisa menos coisa)



Após anos a adiar, concretizou-se o fim de semana em Leipzig.
A arquitectura é bela, os séculos de história sentem-se ao pass(e)ar, há algo de cativante no ar que se respira. Ou era só eu feliz por ter curado um resfriado e adicionei fermento a uma sensação banal para o resto do mundo..... Pshhh naaaaa. Berço de Wagner, amada por Bach, e morada de tantos talentos em diferentes áreas ao longo do tempo tem de ter algo de especial.
Éramos 4, combinação ideal em número, género e grau. Descobri sintonias inesperadas em conversas espontâneas, risos muitos, brindes mais. Palmilharam-se ruas, parques, avenidas e pracetas sem mapa nem plano, como se soubéssemos por onde ir e não nos enganamos. Leipzig não que enganar, aliás (a minha famosa falta de orientação geográfica não é aqui chamada).
Jantámos no incontornável Auerbachs Keller, 2o restaurante mais antigo da cidade (meados do século XV), preferido de Goethe ao ponto de o incluir em Fausto. Diz que, volta e meia, surge um Mephistófeles vestido a preceito a tentar as almas de incautos (e surpresos) clientes. No bar da casa, os cocktails fazem-se acompanhar por um piano e violino em modo swing, interrompidos aqui e ali por objectos com vida própria ou uma gargalhada cavernosa entre fumos e magia. O Diabo anda à solta em Leipzig e deve ser um bem disposto porque eu deixei lá um pedaço da alma. Entretando, depois de tudo isto, encomendei o livro.





segunda-feira, 28 de abril de 2014

Resmunguices dominicais 1



A cabala em defesa da mulher real, em paz com a flacidez e gorduras penduradas porque se aceita tal como é e quem não gosta não olhe! 

Ora bolas! Eu não apoio photoshopice exagerada nem transformação de modelos em bonecas insufláveis digitais, mas já cansa tantos blogs e sites dizendo que sim senhor cada um veste o que quer e ai de quem não achar que a pessoa em questão é tão corajosa e só por isso é muito linda. Estar à vontade consigo própria não é sinónimo de falta de decoro na forma de vestir esperando que, por obra e graça de um unicórnio mágico, o resto do mundo veja ali uma Miss Universo em estado bruto. 
Há campanhas louváveis pelo empenho em desmistificar o heroin chic / culto da ossada à vista, recorrendo a mulheres bem dispostas e biótipos variados. O que me comicha no céu da boca é esta ideia ser puxada ao extremo por bloggers e actrizes deveras aborrecidas com quem sai da mediania e pode inspirar terceiros pelo aspecto, comportamento ou esforço em ser saudável. Então se for alguém que coma bagas Goji com canela ao acordar, até lapidação parece pouco! Virou moda criticar over n over quais discos riscados.
A minha sugestão é que se pare de fingir que presuntos ornados de celulite, 10kg extra em vestidos justos estilo Michelin deviam estar nas revistas só porque a maioria da população ocidental tem peso a mais. Não deviam, por isso é que não estão lá.
No entanto, se se aceitam balofas ou gostam mesmo de ser do contra e não há imaginação para mais, sejam coerentes! Não encham a cara de betume todos os dias, (des)colorações a cada 3 semanas e nail art a cada 4 enquanto fazem apologia da mulher real. Saiam à rua de cara lavada e creme hidratante, deixem os cabelos brancos serem felizes ao ar livre e as unhas limpas. Isto, ou bem que é au naturel ou há que mostrar algum brio, tentando ser a melhor versão de si própria, sem desculpar o desleixo com o já batido "sou real", vestindo-se com paninhos que melhorem o aspecto e não o contrário. 
Reais somos todos os de carne e osso. Seremos é reais idiotas se negligenciamos o potencial para melhorar física e espiritualmente porque nos impingem a moda da mulher real cuja bandeira é mais fácil de empunhar e cansa menos que umas corridas no  parque ou uns passeios de bike todas as semanas.

Tão perigosa é a obsessão pelo corpo perfeito como a indiferença com que se (des)cuida do mesmo. A resmunguice em si prende-se com a febre blogosférica, nacional e internacional de gozar sem dó nem piedade  com quem acha que pode melhorar.






terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Frase do momento #40




«Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que a doença: é preciso entrar e sair dela...»                                                                                            
Mia Couto


Se calhar, nao é assim tao linear, mas é uma perspectiva interessante

domingo, 8 de dezembro de 2013

Sou figurante numa novela mexicana



Ou... não vejo televisão porque a minha realidade tem ficção que chegue.

Apresentando Tempestades del corazon, a história de Marisol e o quadrado amoroso em busca dA Aliança.


Amorosa e intempestiva (soa a esta que vos tecla, mas nao é), Marisol vai à igreja rezar e cantar todos os domingos. Sonha casar e viver feliz para sempre com o amor da sua vida segundo a lei do Senhor. Casar com alguém especial. Casar com alguém. Casar, simplesmente.
De um lado do Atlântico, teve 2 namoroivos:
Diego, o primeiro, durou 4 semi-estáveis anos. Havia planos de sacramentar a união "he is the one - that's what she said", os quais foram interrompidos por uma crise e daí à ruptura com um final de pratos e copos contra a parede (e muito mais, mas nao entremos nos detalhes psicóticos) foi 1 passinho.
Seguiu-se Esteban, co-protagonista de 3 anos de altos e baixos, amor e amuos em doses iguais, data de casamento no horizonte seguida do clássico "vamos dar um tempo". Voltam a juntar-se e decidem recomeçar do outro lado do oceano, na terra dela. De esperanças renovadas, Marisol arranja novo trabalho e aguarda pelo fim do actual, entretendo-se com datas de partida e burocracias, convidados e enxoval. Neste vai-nao-vai, tocam à porta. Uma mulher e uma adolescente. Ela, ex namorada do liceu diz que não pode mais, a garota de 15 anos está sempre a perguntar quem é o pai. O choque, o horror, exames de DNA, e lá vai Marisol de corazon apertado antes dos resultados sairem, a fim de garantir o novo emprego. Confirma-se a paternidade e Esteban cancela a boda. Afinal, era pai e não sabia, precisa recuperar a filha negada tanto tempo. Grande tempestade de gelo desaba na vida da Marisol, mas a bonança chega através de Alejandro, um limpa-neves emocionais, experiente em matrimónio(s) e ex-mulher(es). Como ela, um homem sem tempo a perder nisto de ter cachecóis no anelar. Casam 5 meses depois do 1o encontro, contra a vontade da família, ex-família, de tudo e todos. Mas o amor é mesmo assim! Só quem não amou à Camões, ousa duvidar dos ímpetos do coração, esse músculo prudente. Hoje, Marisol é mulher, esposa, mãe de 1 bebé e boadrasta de 3 pessoinhas com 16, 10 e 2 anos. Vitória, vitória, acabou a história.

Ahhh! E viveram (os seis) felizes para sempre.


Qualquer semelhança com a realidade, não é coincidência. Na verdade, a protagonista tem outro nome, oculto por 1 questão de privacidade mas, acima de tudo, onde já se viu uma novela mexicana sem (pelo menos 1) Marisol?




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Breve história de uma aranha no tecto



Um dia, ao entrar na sala, demos de caras com ele estranhamente silencioso. Schhhh... disse. Quando convergiu toda a atenção em si, dirigiu-a para um canto do tecto com ajuda de um laser. Apresentou-nos à aranha e vice versa. A aula versava sobre perspectivas e formas de olhar o mesmo espaço/circunstância/problema. Todos participámos, alegremente envolvidos na ideia de interpretar o mundo pelos olhos daquele fascinante artrópode. Foi à 14 anos e esta rubrica é em homenagem ao professor* que todos deviam ter, pelo menos uma vez.


 A imagem perfeita, enviada pela AFRODITE dos Jardins
a propósito desta rubrica
 

* Nunca um professor me causou tamanha amplitude de emoções: surpresa na 1a aula, temor nas seguintes e encantamento o resto do ano. Esta última, não no sentido de adolescente fascinada por virtude de hormonas desreguladas, mas antes pela surpresa absoluta que nos esperava a cada aula. Nunca (antes ou depois) vi um professor cativar uma turma inteira de um só trago. Ninguém ia "ter aula de Filosofia", todos iam viver uma aula de Filosofia.
Amado, temido ou odiado, indiferente ninguém lhe era. Gosto de pensar que a idade só o pode ter tornado ainda mais... mais... provocativo, cativante, assustador, magnético, irresistível. É o que espero, porque poucos são capazes de tanto e todos os alunos merecem uma experiência assim.

Foram muitos os professores que cruzaram a minha vida de estudante, quase todos a marcaram de alguma forma. Este não foi o meu preferido, mas faz parte do Royal Flush. :o)
Um dia exploro melhor este tema, assim como o naipe dos reles, que, se não serviram para mais, ensinaram-me a dar valor aos realmente bons.



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Eu não disse?


Festas da empresa dão nisto.
Nao me via antes do álcool e nao me ve depois do álcool, só que por razoes diferentes.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Faz-me comichão no céu da boca #11: Profetas de palmo e meio


Já abordei aqui o tema dos concursos de beleza infantis que são, a meu ver, uma aberração. Dirão uns que é pior casá-las aos 8 ou 10 anos com tipos de 30 em certas zonas do globo. Eu creio que são formas de violência graves, condenáveis em qualquer instância.
Uma outra forma de lucrar com crianças é pô-las num palanque a tirar diabretes de corpos possuidos e pregar aos fieis a fim de multiplicar dízimos salvar almas perdidas.
O tema não é novidade nem urgente. Ando com ele em mente desde meados de Maio, quando assisti com o meu pai a um documentário sobre as crianças pregadoras / missionárias / profetas que nascem em cada esquina ou igreja evangélica* e se tornam pequenos ídolos de vilas, aldeias, cidades e paises.
Com retórica martelada, discursos repetitivos, gestos teatrais e um espalhafato absurdo, levam multidões ao delírio. Delírio este que retorna ao emissor, gerando um ciclo vicioso entre alguns fanáticos idolatrados e milhares de outros famintos de milagres. É uma mistura de exaltacao, fervor doentio, preces em transe habilmente manipuladas pelos cabecilhas de seitas religiosas por esse mundo fora. Trata-se de gente sem escrúpulos que tira proveito tanto da parca educacao de certas camadas sociais como das criancas escravizadas divinizadas. A lavagem cerebral a que esta doudice se resume é transversal a todos os que dela participam. Posto isto, pergunto-me:
- Quantas crianças irá, cada um destas mini-profetas, infectar na sua carreira (de)missionária?
- Porque permitem que os chefes destas seitas/negócios roubem impunemente o direito (e dever) a ser criança que consiste em estudar, brincar e crescer sem responsabilidades de adulto?
- Em que tipo de adultos se tornarão estes pequenos monstros? Serao malta aberta ao diálogo entre culturas e espiritualidades diferentes, opcoes pessoais de vida e bracos abertos sem andarem feitos carraças a guinchar frases feitas tiradas de um livro divino escrito por homens em diferido (relativamente às datas dos eventos relatados)?


"Mas as crianças, senhor 
 Porque lhes dais tanta dor 
Porque padecem assim?"


Revolve-me as entranhas (e mói-me os tímpanos). 
Nem sequer encontrei o vídeo que me chocou no documentário.
Espero que estes sirvam para dar 1 ideia.



- Ah e tal Pusinko, era pior se andassem a roubar ou na droga.
- Droga por droga... 
- Ahh mas o Dalai Lama também nao tinha o destino traçado desde que nasceu? Não escolheu o caminho dele e anda aí a dar palestras e escrever livros quando podia ser pastor de cabras tibetanas e ter descencencia por séculos vindouros.
- É um facto. Mas graças a Buda não berra esganiçado como estes pastores mirins.


*Não é um fenómeno exclusivo da Igreja Evangélica, mas é nela que martelo neste momento. Assusta-me esta religiosidade de massas que aceita pagar para ser salva pelo Senhôrrr Jêsuis e entra em convulcoes por tudo e por nada. Não nutro simpatia por seita alguma mas confesso uma animosidade espontânea relativamente aos evangélicos.


quinta-feira, 6 de junho de 2013