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terça-feira, 3 de junho de 2014

Crónicas de 10 linhas: Pessoas onde podemos morar



Somos todos de algum lado. Mesmo quem se intitula cidadão do mundo, é cidadão primário de algures. Pode ser onde se nasce ou cresce (parcial ou totalmente), na nacionalidade dos progenitores ou um qualquer ambiente que não escolhemos em certa fase da vida. Há um canto que é o nosso e nos está na pele, através de gostos e atitudes. Estão lá para sempre como referência de quem somos, seja porque os partilhamos ou nos distanciamos deles. Depois, bem, depois há aquele outro local onde chegamos, que nos acolhe de modo diferente. Tem o que falta nas paragens intermédias e nos é, indecifravelmente familiar. Sentimo-nos estranhamente em casa sem saber como explicar que são os detalhes que fazem a diferença e não o que a  vista alcança.
Nas terras como nas pessoas, há aquelas onde podemos viver felizes muito tempo, nunca delas sair, ou passar só uma temporada. Há um amor ao qual não se foge, o 1o - a origem. Há quem more nesse amor até ao fim e quem o guarde em forma de coordenadas emocionais para gerir a(s) renda do(s) amor(es) seguinte(s). Tudo tem um preço: mudamos por necessidade, investimos numa nova terra, emprego ou coração. Nas pessoas como nas terras, o objectivo é um: sentir-se em casa (mais do que ter uma). 




Das paragens que tive até hoje, só a uma chamei casa (Berlin). Das que, eventualmente, terei no futuro, ainda nao sei dizer a que sabem. Mas depois, depois há o estranho caso de Lisboa e a certeza que serei feliz lá (mesmo que só a beije de passagem 1 vez por ano e, bem somado nao tenha lá estado um mes em 31 anos).


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Crónicas de 10 ou 12 linhas - Música à Camões



Às  vezes penso no que me leva a renunciar à música portuguesa. A mim, que digo amar os nossos acordes e letras, vozes e instrumentos. Afasto-me sem razão da nossa cultura, legado que cada país tem só seu. Será por pensar que só Puccini e Donizetti de batutas dadas com trash metal  merecem rodar no mp3? Que chique. Que choque.
Até que fecho os olhos e lembro o que me fazem os nossos acordes e letras, vozes e instrumentos. A certeza de que só a nossa música compete com os abraços dos meus quando vou  a casa, só ela mimetiza aqueles segundos em que morro e renasço no pedaço de mim que volta a casa. Agora recordo o porquê de não nos ouvir frequentemente.  A que "saiu porque quis", a que veio para longe por vontade, a que poucas vezes se encontra só com portugueses... desvanece num sopro e dá lugar à lusitana que vibra com o dedilhar intrincado da guitarra portuguesa, estremece com melodias de gerações. Aquela que quer recitar poemas de todas as eras, decorados ainda criança com a mãe e o avô. Quer.... mas a voz embarga-se e os versos ressoam em silêncio cá dentro. A nossa música desfaz-me a carapaça de combate, o escudo da distancia, deixa-me feliz e vulnerável. Quando me entrego a um momento assim, sei que os 3000km que me separam do canteiro salgado não são nada. Sei porque vou a casa e mato as saudades no instante que carrego no play.




Se estou a ouvir Lamb of God depois de 1 tarde patriótica e uma crónica teclada num fôlego? 
Hell yeah.





sábado, 18 de janeiro de 2014

Crónicas de 10 linhas: Ginásio para mulheres ou como se ganha força de vontade para horários extremos.



Nunca fui muito amiga do ginásio.  Na universidade treinava (ou ia correr antes da aulas), não pela actividade em si, mas para melhorar a performance nos desportos que importa(va)m. E para mim importa(va)m aulas de grupo com muito trabalho individual: ballet, ginástica, artes marciais, dança oriental... todos ambientes propícios à socialização mas, com a fundamental bolhinha de actimel (e muito boa ou nenhuma música).
Por força das circunstancias (meretriz da hérnia), vi-me a fazer treino específico para pessoas com maleitas das costas. Como a proibição ainda não foi levantada (o impasse dura há 3 anos) mudei para um ginásio feminino. Tem claras vantagens: uma filial a 2 min de casa e outra a 10min do trabalho, bom ambiente, staff impecável, livre de tipos musculados a comparar tríceps ou engates arfados... mas - há sempre um -  tem 2 tipos de frequentadoras da hora de ponta (17-20h) com as quais não sei conviver: as desportistas de hijab e as ultramaquilhadas de push up.

Umas, num ambiente estritamente feminino não arriscam um vestuário mais leve, outras (nunca DNS* lhes deu um frasquinho de desmaquilhante no Natal) vivem em cuidado, não se lhes escape uma mama saltitona (estes que a terra há-de comer já viram uma quase a conseguir carta de alforria). 
Nada disto me diria respeito acaso não interferisse com o bem estar olfactivo e o ritmo de treino, respectivamente. Assim sendo:
a) Senhoras de tecido a mais, vamos cortar nas fibras sintéticas e pedir a DVS* um deo eficaz.
b) Senhoras de tecido a menos, se não tendes mãos nelas, usai roupa suficiente a fim de não interromper o exercício a cada 2 repetições para açaimar o mamalhal.
Gostos não se discutem, mas lamentam-se, e eu lamento muito ter de acordar muito cedo para levar um treino até fim ao meu gosto. Não que me faça mal isto de madrugar, mas vamos ver é até quando saio certinha às 6 e pouco da manhã...



*DNS = Deus Nosso Senhor
*DVS = Deus Vosso Senhor



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Crónicas de 10 linhas: Já fui feliz aqui... com outro.


Como é voltar a um sítio onde vivemos momentos especiais com outra pessoa? 

Não sou pessoa de desligar memórias.  Estive em Praga duas vezes a 1a com o M. e, 2 anos mais tarde, com a Marinnen - amiga de muita e boa galhofa. Descobrimos coisas e fizemos programas diferentes, mesmo repetindo monumentos e ruas. O contrário também aconteceu: a 1a ida a Barcelona foi uma viagem de trabalho, seguida de uma semana em Portugal e nova paragem em Barcelona para namoriscar antes de voltar a Berlin. 
Se lembranças de momentos com a Marinnen ou colegas da empresa são geniais e inofensivos, já as vividas em clima de romance ido, terão mais que se lhes diga. São um turn off quando vamos de mão dada ao romance actual (talvez O tal). Ou não? 
Não sei, nunca me aconteceu. Melhor não falar disso. E com a boca fechada quem pára o pensamento, o turbilhão que nem sempre desliga quando se quer? E não venham com balelas que quando se está apaixonado não se pensa em outras pessoas. Não se pensa com desejo ou até saudades dessa pessoa, agora a menos que se faça uma lobotomia pequenina, quaquer trigger pode trazer ao consciente um momento bom, passado e catalogado, mas vivido com outra pessoa nesse mesmo sítio.
Posto isto, pergunto-me se poderei voltar a uma data de coordenadas porque "já-fui-feliz-aqui...mas-com-outro-e-aqui-d'El-Rey-que-agora-se-me-misturam-recuerdos?" O que vale é que o mundo tem muito que visitar.  :) 
Por essas e outras é que vou a Paris com a Marrinnen e os meus pais. Fica a visita à cidade do amor com amores que nunca morrem em nós. 


O título é adaptado de uma rubrica da Mac, das poucas bloggers com filhos pequenos, que fala  sobre eles volta e meia e não me cansa. Gosto-lhe da escrita e do humor.






sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Crónicas de 10 linhas - Dança que encanta



A dança oriental, muitas vezes chamada "do ventre" tem origens remotas e ramificaçoes infinitas. É bela, um convite à sensualidade crua e à delicadeza da mulher. Serve todos os corpos e todas as idades. Nenhuma mulher é feia ou inapropriada para se (des)cobrir de véus e fundir-se numa melodia suave, entrar no transe de uma tabla ao rubro e desfalecer em ondulações lentas ao cair do ritmo. A beleza existe em ínfimos detalhes, assim como no conjunto, um hino à feminilidade refinado pelo tempo.
Há um prazer especial na entrega ao ambiente único gerado da combinação de tecidos esvoaçantes, olhos pintados e movimentos velhos como a Humanidade. Cria momentos de comunicação com a essência, o que somos ao despir o social. A meia luz, é um jogo de sedução através do olhar e da vibração febril de corpos que não se tocam (mas que se querem).



Um instrumental libanês que adoro "Alf Leyla Wa Leyla". 
A Kayra interpreta à sua maneira.




E uma tabla, curtinha sem efeito visual.

Para efeito visual do ritmo rápido no corpo, esta menina mostra movimentos catitas. (E a cena que ela faz a partir dos 2 min? Workout 5 estrelas, é o que é.)



 - Ah e tal Pusinko, só palavrinhas fofinhas, hinos à feminilidade e o baralho, mas e Os moços? Que é feito dOs bailarinOs de dança oriental??
- Não falei deles, mas já assisti e fiquei impressionada.
- E blabla da masculinidade refinada pelo tempo? Sumiu?
- Hmmm....... pelo que vi, não é compatível... sacrifícios por amor à arte.



domingo, 29 de abril de 2012

Crónicas de 10 linhas: Dos enfeites e das prioridades


Não ligo muito a alta costura. Nem baixa, média ou pronto-a-vestir (prêt-à-porter é 1 bocado maricas), já agora. Gosto do que gosto, seja féchion ou não (recordo que  a minha mãe compra boa parte da minha roupa mais bonita, eu trato da parte desportiva). No fundo, sou um bocado nabiça quando estou ao pé de uma mala e óculos Prada, iphone, sapatos e lenço Chanel. Se forem bonitos eu olho. Se forem de qualidade (que são), eu noto os detalhes. De resto, estou um bocado a fazer pupu. Se podia comprar uma mala dessas? Podia. Iria doer-me a alma porque prefiro gastar o pilim numa viagem? Iria, sim. A modos que não gasto. Ah e tal, mas dura uma vida... Eu uso mochila tantas vezes que até uma bolsa de papel bate records de durabilidade.
Isto para dizer que, a moça que trabalha no estúdio de depilação da minha amiga Lu, se veste assim para ir trabalhar. Lá, tem o uniforme. Depois, volta à roupa chique e vai laurear o queijo.
Tudo bem. Só que eu prefiro não comer ovos cozidos com atum todos os dias do mês para poder andar pimpona na rua. Se esta mulher solta um pum, morrem 6 golfinhos e 2 hectares de floresta com o enxofre que ali vai. E andam exércitos de cientistas a imaginar armas químicas... parvos.


PS: Não estás a exagerar? Não. A média é 5-6 ovos por dia. Desde quando? Não sei, mas trabalha lá há 2 meses. É fazer as contas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Crónicas de 10 linhas: To Love vs To UnLove

Gosto da last.fm. Gosto de ouvir música de um género à minha escolha e ser surpreendida por uma playlist inesperada. Quando uma música passa, podemos fazer clic no coraçãozinho lá do canto e amar essa música. De imediato, o coraçãozinho começa a saltitar na nossa lista, porque amamos. E, da mesma maneira, pode-se "desamar" com um clic (opção unlove). E seguimos em frente, amando outra(s mil) melodias. E aquela deixa de ter coraçãozinho em evidência, sem memória de ter sido amada.

Na vida, o coração também é posto em evidencia quando amamos. Ali fica, vermelho e vibrante a amar. Exposto a tudo, é tão mais belo quão mais ao natural se apresenta, um esplendor palpitante que só ele. De uma delicadeza só comparável à força que lhe é intrínseca e que está no sangue vermelho e vivo projectado longe, quando se corta a artéria principal. Por vezes sentimos falta de um botão de UnLove na vida. Para estancar mais depressa. (E porque as nódoas de sangue são o cabo dos trabalhos para limpar. Tantas vezes, quando parecem limpas... ao acender uma luz negra lá estão elas).
E depois? Nao é importante o processo que conduz ao novo estágio de nós mesmos? Nao está muita da aprendizagem nas dificuldades e nos pantanos a atravessar? Não sabe melhor o cume da montanha desconhecida depois de a escalar (e aprender a amar)?
Se calhar há uma razao para esse botão não estar incorporado em nós. A Natureza sabe o que faz. Por vezes, nós é que não.

(Hoje tem 20 linhas. Nao me apeteceu encurtar)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Crónicas de 10 linhas: A Lady Gagá

Sou um bocado idiota nestas coisas de moda vanguardista (da clássica ainda sei um bocado), mas tenho para mim que a senhora Gaga nunca desejou que a personagem que tem neste momento se entranhasse tanto em si.

Quando a Madonna chocou o mundo e se manteve firme, acredito (correndo o risco de estar enganada) que muito do que fez e como fez partiu dela e de uma necessidade de ser diferente, desafiar tabus e fazer o que lhe dava na real gana.  E é aqui que reside a diferença, ter voto na matéria. Ao passo que, a Madame Gagá está envolta num circo de pseudo-assexuados que regurgitam visões futuristas parecidas com as que têm sob efeito de ácidos (nunca tomei ácidos, mas diz que não faz bem).

 Há alguns estilistas que só querem cabides de olhos salientes para pintar e passear as suas criações que só assentam em anoreticas*. Agora surge esta nova brisa (de esgoto) que é retirar a feminilidade à mulher, da qual a pobre da Gagá é o expoente máximo. Uma cobaia vestida de espantalho.






*É assim que penso. Da mesma forma que há criadores que enaltecem e embelezam o corpo da mulher e lhes devemos cortes que nos fazem fabulosas. Aqueles cujas criações nunca passam de moda e, mesmo quando que passam, continuam sempre bem.

Não a curto. Mas tenho pena.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crónica de 10 linhas: Dessa coisa tão nossa que é o "na última da hora"


Por razoes maioritariamente externas vi-me forçada a adiar a concretização de um trabalho, investindo menos tempo do que realmente precisava. Pois bem, terminei tudo a tempo com grande custo pessoal, incluindo o belo pain killer injectado nas cruzes e pausa forçada em alguns desportos.
Evito ao máximo estas situações (por razões óbvias), mas também não vejo vantagem em ver a banda passar e dar o gás todo no fim. Graceja-se que "afinal fazia-se em menos de metade do tempo". Não, não fazia. Se fizesse, ter-lhe-iam dado outra tarefa pelo meio porque há objectivos a cumprir. 
Qual o demónio paralítico que faz meio mundo satisfeito com o razoável, entregue em cima da hora (quando não atrasado) e achar-se um herói? Não é mérito nenhum coleccionar troféus de salvo-à-rasquinha. Bando de Macgyvers a pilhas.
É um fenómeno transversal à sociedade portuguesa (não só, mas especialmente). Esvai-se tempo para a família ou enriquecimento pessoal com demasiadas horas ineficazes no emprego a coçar micoses entre cafés, cigarros e almoços prolongados. Empurram-se datas até que, ao alerta vermelho, é só esfalfar, praguejar contra o tanto trabalho e safar-se no fim. E é esta mania de "ir-se safando" que quilha tudo.
Que umdia pode correr mal. E ambição? Bistes-la?


terça-feira, 31 de maio de 2011

Crónicas de 10 linhas: O estado da Nação ou lá o que é isto

Nasceu Portugal! Viva El Rei D. Afonso Henriques! Cavaleiro a espadeirar contra os Mouros e desbravar mato até Sul! E assim até D. Dinis, poeta amigo das artes e da educação (tenho um fraquinho por ele, pronto). Seguiram-se os que deram novos mundos ao mundo. O Portugal de Camões! Entre rios de ouro, rotas de especiarias, mão-de-obra grátis (e forçada)... vieram reis deslumbrados (e palermas) que não souberam gerir nadinha e esbanjaram o que tinham (que era imenso!). No início, os reis lutavam pelo povo. Depois, alaparam os reais rabos em sedas, levando de paleio um povo afundado em promessas. O Portugal de Pessoa. Povo manipulado. Mas que soube revoltar-se com florzinhas vermelhas (caso único talvez?) sem derramar sangue para depois permitir aos abutres hipotecarem o que faltava sem mexer uma palha para impedir. Só se queixam.


Observações finais:
- De que massa é feito este povo que se acomoda em cantilenas de saudade, mas não vai à luta enquanto houver caldo verde, sardinha assada e futebol?
- Precisamos urgentemente de um novo poeta para carpir este desgoverno.
- Somos mal governados vai pra 500 anos... e vamos andando, cantando e rindo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Crónicas de 10 linhas: Dos amigos e da Teoria de Darwin


Darwin foi um gajo visionário. Como o Galileu ou Copérnico e, uma dúzia de outros à frente do seu tempo. Mas escolho Darwin para mandar postas de robalo sobre a Selecção Natural de amigos.
Acontece com o tempo. Temos amigos de sempre que, aos poucos, passam a conhecidos, e (des)conhecidos que entram no coração quase como se fossem enviados por primos do Cúpido*. E quanto mais antigos ou significado tiveram no passado, mais nos custa assumir que, provavelmente o caminho divergiu, porque crescemos ou pelas opções de ambos os lados. Já tomei decisões dessas. Ou as decisões tomaram-se por mim. Laços dissolvidos naturalmente, não por eu os cortar. Custa não nos revermos nos espelhos de sempre, que iam a todo o lado connosco. Faz parte de crescer. E da definição de quem nós somos. Na selva, como nas amizades e nos amores, só os mais fortes sobrevivem. 


Os amigos que tenho são fantásticos! E eles sabem que sim.


* o anjinho papudo que manda setas nos postais de S. Valentim. Os primos mandam outras setas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Crónicas de 10 linhas: Querer alguém

Amores da minha vida vivi-os sem mexer muito na minha rotina. Sei lá porquê!
Então não me entusiasmo quando dizem "quero arranjar alguém novo na minha vida..." Quem fala assim, normalmente, precisa de si mesmo/a, não de alguém; saiu de uma relação e já não lembra como é estar por conta própria. É um desabafo de quem não se quer ver sem companhia e tem de ocupar esse espaço-tempo de amor ido. Alguém novo não se arranja. Aparece quando é hora.
Eu também saí de uma relaçao. Neste momento basto-me. Quero viajar e achar versões de mim mesma diluidas em outros eus ao longo dos anos. E tenho todo o tempo à minha volta para me buscar em migalhas e montar um novo puzzle. Gosto de recriar-me. E também gosto de beber sumo de maçã.