terça-feira, 31 de maio de 2011

Crónicas de 10 linhas: O estado da Nação ou lá o que é isto

Nasceu Portugal! Viva El Rei D. Afonso Henriques! Cavaleiro a espadeirar contra os Mouros e desbravar mato até Sul! E assim até D. Dinis, poeta amigo das artes e da educação (tenho um fraquinho por ele, pronto). Seguiram-se os que deram novos mundos ao mundo. O Portugal de Camões! Entre rios de ouro, rotas de especiarias, mão-de-obra grátis (e forçada)... vieram reis deslumbrados (e palermas) que não souberam gerir nadinha e esbanjaram o que tinham (que era imenso!). No início, os reis lutavam pelo povo. Depois, alaparam os reais rabos em sedas, levando de paleio um povo afundado em promessas. O Portugal de Pessoa. Povo manipulado. Mas que soube revoltar-se com florzinhas vermelhas (caso único talvez?) sem derramar sangue para depois permitir aos abutres hipotecarem o que faltava sem mexer uma palha para impedir. Só se queixam.


Observações finais:
- De que massa é feito este povo que se acomoda em cantilenas de saudade, mas não vai à luta enquanto houver caldo verde, sardinha assada e futebol?
- Precisamos urgentemente de um novo poeta para carpir este desgoverno.
- Somos mal governados vai pra 500 anos... e vamos andando, cantando e rindo.

4 comentários:

Joana disse...

E enquanto o fado for a nossa canção nacional, assim vai continuar.

Eu até gosto do Fado, mas concordo com aquilo que dizes.

Beijinhos

Anónimo disse...

- Massa de que é feito o povoPPP
Obviamente gelatina e incolor
Abana mas nunca se desfaz

- Poetas
Das, basta vires à net
Metade dos portugueses escreve poemas (em particular as mulheres) e a outra metade anda a lê-los (em particular os homens)

- Mau governo
O culpado é o D.Afonso Henriques que nunca devia ter existido

CachuxoFrito

who's yo' mama?! disse...

Bem escrito!

Daniela Pereira disse...

Podias ser tu o poeta de quem falas LOL. A verdade é que nos falamos, falamos, queixamos-nos mas não deixamos de ser comodistas e de não fazer mesmo nada.