Karate: I likes it xD
(Sim, qualquer dia habituo-me a falar assim e depois quero ver..., já sei, rebéubéubéu, pardais ao ninho)
(Não copiar imagem sem aviso prévio)
É uma forma de estar. Uma filosofia de vida. Um modo de ser, uma busca interior.
Foi lá que comecei a meditar, a exigir mais de mim, a criar objectivos mais altos e todos os dias trabalhar para eles. Não que não o fizesse antes. Fui educada a correr atrás das coisas que queria e a entender que elas não caem do céu, até porque os meus pais nunca aderiram a birras. Mas foi o treino (e isto é válido para qualquer desporto levado a sério) que me limou, tirou da zona de conforto e me impôs mais disciplina.
Armei-me em fangia, levei por cima. Achei que já fazia bem, e fui ao chão ainda mais depressa. Aprendi a não queixar sem razão. Deixei de medir a aprendizagem pelo número de vitórias ou treinar em função delas (esta foi, aliás, uma lição aprendida no Judo, uns anos antes).
Modelei o corpo em cada fio de suor. Bati (alguns) recordes pessoais, os únicos que realmente contam e aprendi a valorizar esses e não os outros. Que os há, que os tive.
Queria chorar quando interrompi por sair de Portugal.
Chorei quando a meretriz da hérnia surgiu, já noutro país e quando já treinava de novo.
Insisti. Não era indicado. O Karate, como qualquer outra arte marcial, também está no equilíbrio e na frieza de decisão. Que não tive nestes anos, lutando contra uma realidade, piorando o meu estado.
Decidi pelo melhor. Tratar a dita com terapia adequada, que o pára arranca de períodos intensos de diferentes desportos alternados com outros a comprimidos e fisioterapia não levam ninguém a bom porto. Ser cabeça dura pode sair muito caro. A mim está a sair.
Um dia voltarei. Um dia.
Até lá vou fazer o melhor que sei e tentar um bocadinho mais.
Afinal é disso que se trata. Ir em frente.