quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Ah e tal... ela diz que é óperas e metal mas, e o António Zambujo num bar de jazz ao pé de ti?


Bem, o António Zambujo num concerto tão intimista quanto impossível em Portugal, foi maravilhoso. É isto.

Momentos deliciosos cheios de sorrisos e brincadeiras pelo meio. Pela 1a vez em Berlin e com uma sorte do caneco, fiquei a 2000 milímetros dos músicos, mais coisa menos coisa :)
Espero, no entanto, que o Luís Guerreiro não se tenha assustado com o olhar levemente alucinado deveras curioso desta que vos tecla. Nunca tinha estado tão perto de uma guitarra portuguesa! Obrigada por este serão encantador.

E um beijinho à Margarida por se ter lembrado da Manquinha (alcunha que, espero, deixe de fazer sentido em breve. S. Abegildo me ouça! Amén-doim)


Sem zoom :)










domingo, 6 de dezembro de 2015

Um polvo de coisas sobre mim #11 (especial famelga)



1 - Uns avós separaram-se após 49 anos e 3 /4 de casamento. A avó decidiu viajar e levou a neta a tiracolo. Foi a minha primeira viagem de avião.

2 - No 1o abraço que dei ao meu primo depois dele perder o irmão, achei que era ele que o abraçava e não eu. 

3 - O meu tio e a minha tia, divorciados há muitos anos, continuam a celebrar as datas importantes juntos "por causa dos rapazes". Os "rapazes" tinham ambos mais de 30 anos quando ouvi isto.

4 - Essa tia é mais minha do que uns que não vieram por papel, como ela. (É tão fofinha).

5 - A minha madrinha é autora de algumas das mais ternas memórias de criança.

6 - O padre que casou os meus pais é, hoje em dia, também ele, pai e marido feliz.

7 - O meu irmão deu-me uma irmã. A vida dá voltas muito boas :o)



 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Dos limites do humor




Normalmente digo que os limites do humor não devem existir. 
Sogras, binómio homem-mulher, feios, gordos, carecas, gays, politicos, aleijados, acidentes, doenças mentais, sexo, raças ou religião (entre tantos outros), são temas passíveis de se tornarem piada dependendo do talento do autor. Todos rimos de umas coisas e nos doemos de outras. Abordagens humorísticas sobre o que nos afecta profundamente (ou aos nossos) é  sentido de outro modo. No entanto, é importante notar que há temas que devem (deviam?) ser abordados com cautela e sim, um humorista pode e deve pedir desculpa ou explicar-de quando algo que diz é demasiado grave. E onde está a linha que separa o (mau) gosto do demasiado grave? Não sei bem dizer, mas posso dar um exemplo de um humorista que passou para o outro lado da força: Rafinha Bastos.


Não sigo a carreira da pessoa em questão. (Salvo na fase d'Os Barbichas, pouco ou nada vi dele. O humor brasileiro tem outros artistas que, podendo ser tão corrosivos, fazem-no com outra elegância). Fui repescar este escândalo de 2011 por achar que esta piada num país onde, nesse ano, foram reportados à polícia mais de 12.000 casos de violação, número que se estima ser 10% dos casos totais; num país onde em 10 anos foram assassinadas quase 50.000 mulheres (aqui); num país que anda há semanas envolto em enorme polémica por comentários de teor sexual explícito sobre adolescentes entre os 12-14 anos que participaram num inócuo programa de televisão - denota brutal falta de sensibilidade (entre outras coisas que prefiro não mencionar). E talvez seja só isso. Não é o limite do humor que é ultrapassado, pois talvez esteja bem assim, sem limites sem sentido. Apenas no contexto social, tenha sido um pé no charco. Ou dois, por não ter mais. 


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Oração dos Infiéis aflitos contra a tortura de Eros


Ao cuidado dos senhores do restaurante com grelhados bons num menu parvamente particularmente variado:  


Caríssimos,   
  

Pois que vos visito há algum tempo. Conheço-vos os pratos certos, escolho esses e não outros. Até bebi lambrusco (que não é o meu vinho preferido)  e gostei.. Sim, aí, na vossa casa. Posto isto, impõe-se a pergunta de cliente insatisfeita: porquê um cd do Eros Ramazzoti dos anos 90 - sim, esse que está guardado nas memórias inapagáveis de cada um de nós (dueto com Tina Turner anyone?) - em repeat? 
Foi uma aposta? 
Um bicho do deserto que vos picou nas carnes com uma maldição do faraó?  
A sério???? Que trauma é esse que nem Freud saberia explicar? 
Bandidos!

(Sim, eu sei que é por estas e outras que tenho 3 leitores, 
pois se não me bastasse mencionar a música, 
opto por acrescentar o vídeo para quem não lembrar)



Oracão contra Eros (o cantor):

Louvado(a) seja(m) Zeus, Buda, Ibrahimovich, Hawking e Iemanjá! 
Escutai as preces da que vos tecla. Haja um de vós que, em estando de folga, se apiede desta vossa filha e mande um raio que parta aquele MP3 do demo, devolvendo assim o encanto à hora de jantar. Bendito(a) seja o que, de entre vós, me conceder tal graça. Para sempre seja louvado(a) e sua ambrosia a mais doce do Olimpo / o Nirvana  mais grunge / o maior golaço / um artigo com a verdade de tudo / as sereias e búzios mais belos!

Amén(doin)


PS: Mefistófeles, se me ledes, também vós podeis dar um fim ao mp3. Sendo Lúcifer um tipo de wealth and taste, era um favor que lhe fazíeis, já agora. E deve dar pontos na caderneta. Agradecida.




Suécia fora do seu melhor


O outro extremismo. Para ver e reflectir e lamentar que haja tantos jovens perdidos.

 AQUI





segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Update da novela mexicana


Lembram-se da Tempestades del Corazon?

Pois é, Marisol pariu de novo. Desta vez uma linda menina, chamemos-lhe... Azucena? Milagros? Pilar é muito batido, Mercedes é carro alemão... Esmeralda é no anel, Guadalupe é de onde vem uma Nossa Senhora... Hmmm e que tal Maribel?
A crer naquilo do crescei e multiplicai-vos que Marisol segue, irei fazer revisões a este post mais vezes. Felizmente já me equipei com meia dúzia de possibilidades para cada género :)

domingo, 11 de outubro de 2015

A ouvir #75: My funny Valentine - Alice Fredenham





Voz fluida, sensual, "liquid gold"... derrete-me. É a única cover que gosto desta música, e já tantos tão mais famosos a cantaram....
Afrodite, era esta ;)












quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Da bíblia de cada um, cada um é que sabe.


Há aquela que é um bestseller (cuja análise em exame daria negativa a muitos dos que por ela pautam a vida dos outros... adiante, pois como essa há outras colectâneas tão ou pior interpretadas por "entendidos"). Felizmente não é a essa que me refiro.

No meu trabalho preciso de ler (em não tendo memória eidética, também preciso reler e não é pouco). Não sei como é com vocês - estimados 3 leitores - mas, há um livro que nunca li de fio a pavio e, no entanto, é aquele que levaria para uma ilha deserta com um escritório (e vista pró mar a toda a volta). A resposta está lá, num parágrafo ou noutro, perdida e achada entre Ahs! e Ohs! por já ter lá passado os olhos sem que aquilo tivesse sido relevante.
Na minha 1a semana em Berlin, tive o pivilégio de conhecer o autor da obra prima depois de um workshop em que percebi zero vírgula quase nada. Foi aí que decidi comprar o livro que condensa décadas de trabalho dedicado uma causa maior. Estávamos em 2006. Até hoje continua com (bastantes) páginas por ler. Gosto da sensação de haver sempre algo novo naquele livro velho.




(Sim, o meu marcador de livro é um flyer de um festival Punk que muito estimo)





segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Vai uma coisa parva a meu respeito? Vai ter de ser... O cházinho


Corria o ano de 2000 e tal. A escassos dias do Natal cheguei a uma cidade pertinho de Lisboa onde me mora um bocado do coração e visito anualmente. Chegada que estava de outros paralelos, nada se me afigurava melhor do que um jantar em excelente companhia e um brinde em família a celebrar mais uma reunião.
Vamos ao restaurante do costume onde o tempo (n)os fez parte da casa, a convivência criou laços e sabemos com o que contar. Somos recebidos pelo sr. António, esse querido benfiquista que aponta a preferência clubística como único defeito desta que vos tecla (e parece aquele tio que só se vê no Natal e nos aperta as bochechas enquanto diz que grandes estamos quando deixámos de crescer há mais de 1 década), sorri e acompanha-nos à mesa.
Vai dispondo acepipes enquanto se inteira das bebidas de cada um. Estou distraída enquanto os outros pedem. Quando dou por mim atiro "vamos num tinto alentejano para este dia de Inverno?" O casal ao meu lado havia pedido refrigerantes pois que ainda havia trabalho pela frente, a senhora minha tia ficou-se por um chá e a parvinha de serviço fica a olhar sem saber que era a última a fazer o pedido. Cinco silenciosos segundos depois olho para o sr. António e digo que sumo de maçã também está bem, vinho àquela hora pode nem cair bem, que me parece melhor e não, não me apetecia ter uma garrafa (mesmo que pequena) só para mim na mesa, noutro dia sim sr. António?
Só que não. O sr. António achou que se a menina queria um vinho do nosso devia beber vinho do nosso, até porque lá na terra da Merkl não há boas castas e toda a gente sabe disso.  Olhe que não sr. António, isso das castas até é certo para vinhos tintos ao meu gosto, mas a menina não quer muito, era só para acompanhar o prato, deixe estar... A menina deixe isso comigo que eu já vi tudo. E vai à vidinha dele, resolvendo emergências nas mesas por onde passa.
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Volta pouco depois com um sorriso mal disfarçado. distribui bebidas gaseificadas, chá de algo saudável à tia e piscando o olho diz "e o cházinho da menina".




Um chá alentejano, naturalmente. Acompanhado de boa comida e muitos risos. Como sempre nestes reencontros. E não, não foi a única parvoíce neste local. A outra fizemos sem ajuda do sr. António.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

A ouvir #74: Tom Waits - Roxanne


Daquelas covers que são melhores que o original... e esta voz ^^
Com um xi-coração à Afrodite (porque tu mereces muitos)







terça-feira, 21 de julho de 2015

Aquele momento


em que os teus amigos que moram em Berlin e conheceram os teus pais aquando de uma visita destes à capital estao no teu país-cidade-casa(-dos-teus-pais) a almocar um bacalhau no forno delicioso cujo aroma te chega por risos e fotografias. E tu ficas feliz por eles, mesmo que te faltem mais 9h de trabalho e haja 3000km entre aqueles sorrisos que adoras. A saudade é uma coisa tao nossa.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Frase do momento #45



"For the high fly how low are you willing to go?"


Autor desconhecido / Letra de música


sábado, 18 de julho de 2015

Crónicas de horas vagas: "A família nao se escolhe" ou o contrário




Sou de afectos, sorriso fácil, temperamento difícil.
A minha família nuclear (sendo que ainda não fundei uma por mim), continua a ser a trindade mãe-pai-irmão (até a equipa aumentar com uma contratação matrimonial a partir da próxima época... sim, vamos passar a quadrilátero :o) Pilares onde assenta a minha existência, os primeiros a quem recorro e cujos abraços me faltam naqueles dias em que um ecrã ou telefone não bastam.

Junto deste patamar de exclusividade estão as minhas avós - a São e a Quica - com as quais cresci e me ligo profundamente por motivos mui diversos, quase opostos. Duas mulheres que admiro e ambas muito presentes na minha vida e das quais já falei cá. Acontece que, mesmo estando bem servida neste departamento, não me coibí de adoptar mais 2: a avó Bini e a D. Alice. A primeira não vejo há muitos anos, mas sei-a bem. Dona de um sorriso muito belo e olhos brilhantes, autora do melhor souflé de frango do mundo, é avó de uma prima a quem não pedi licenca para rapinar e incluir na minha cartilha de familiares fofinhos emprestados... (Agora que penso nisso, também lhe rapinei uma tia, mas já lá vamos...).
A D. Alice era amiga dos meus avós paternos, uma Senhora no mais perfeito sentido da palavra. Ser-lhe-ei grata sempre pela dedicação com que me guiou na adolescência nas longas conversas entre chás e livros, modas e (bons) costumes de tempos idos,  fomentando o meu interesse pelo clássico (tal como a minha mãe). Quase sem eu dar por isso, limou arestas que em boa idade foram ajustadas e às quais só mais tarde viria a dar o valor inteiro. Não tinha netos e afeiçoou-se a mim como a neta que lhe faltava. Era recíproco e ela sabia-o.

"Tias de sangue" tenho 2. Já tios tenho mais e, estou em crer que casaram bem, mesmo os que descasaram. Por exemplo, a tia Zi é tão estimada por todos que nem o facto dela e o meu tio se terem divorciado há 20 anos fez alguma diferença na dinâmica familiar e na ligação que temos com ela. Foi quem me deu colo e cobriu de mimos no fim de um dia mirabolante que surgirá brevemente na rubrica "Vai uma coisa parva sobre mim... vai ter de ser". Já a tia Fátima possui 1 rara combinação de irreverência e disciplina que doseia com mestria. Além disso, ensinou-me a andar de bicicleta! Há ainda as tias MJosé e a Isabel que me moram no coração, e mais duas, uma que raramente vejo e outra que é melhor não ver.
Nas aquisições pessoais tenho a tia João - amiga da minha mãe dos tempos de liceu tornou-se, conforme fui crescendo, numa amiga que também é minha, deu-me a mão numa longa caminhada espiritual. Há ainda a tia CG - a tal que rapinei a uma prima - com quem tenho uma ligação deveras especial e a única entre os mencionados a ler este post (Olá Tia!!)
Outros e outras há (amigos que passam a primos, manos a manas, poucos e bons), com elas episódios caricatos merecedores de posts nome próprio um dia destes.
"A família nao se escolhe" é, portanto, estribilho sem sentido para mim. Por um lado, angario para o meu círculo pessoal os que o são desde sempre e os que a vida me dá de presente; por outro, vou gerindo um(a) ou outro(a) que a Fortuna pôs no meu caminho como sendo de sangue para me arreliar desafiar um pouco.
O segredo é apreciar os que temos e acrescentar os que nos fazem falta até conseguir o royal flush.










quinta-feira, 16 de julho de 2015

A enorme vantagem de usar sapatos rasos* é


que nunca se sabe se acabamos a noite num karaoke coreano e, assim como assim, (já que a voz de cristal não é o nosso maior talento), sempre escusamos de parecer a Branca de Neve e os 50 anões....

Sim, depois deste evento, voltei a repetir a brincadeira com a mesma colega de trabalho e uma amiga dela. A dúvida é: as aulas de canto são obrigatórias na Coreia do Sul (na do Norte tudo é obrigatório excepto questionar)? Porque catano hão-de cantar todos (quase, havia 2 piores que eu) tão bem? Eu sou do tempo em que ir ao karaoke era um evento raro e cujo objectivo principal era a palhaçada. Nem os que se safavam iam lá armados em Beyonces e popalhada da nota alta esganiçada.
A sério, gente de onde o dia começa, não envergonhem este lado do planeta, pá!





* Sandálias e sapatilhas, basicamente. O que eu não dou por uns saltos altos, mas as costas pedem moderação...