quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pronto, é oficial


Pusinko deixou os desportos fixes e vai passar os próximos 6 meses a fazer treino de meninas. :/


Eu sei, eu sei... é o melhor no momento bla bla bla rameira da hernia bla bla... vou fortalecer as costas como deve ser  bla ble bli blo blu... para voltar aos treinos e não correr riscos adicionais... nhenhenhe... como na semana passada e não levar mais picas de coisas horríveis :(

Posto isto, é ver-me no ginásio com treinador pessoal a cuidar das curvas. Especialmente a curva acentuada e sexy que tenho nas costas (que é... é o que a safa).  Arrrrgggghhghhh 
Valha ao menos o facto dos treinadores não serem trichas como os do Holmes Place. E a treinadora que conheci ser gira, feminina e porreira :)


Bem, vou ali dizer dois ou três impropérios e já volto para ver alguns blogs.


PS: A Dança Oriental mantém-se, obviamente faz bem às costas (entre outras coisas) e é claramente excluida da seccção "merdinhas de meninas". E não, não vou usar maquiagem, nem combinar o top com o verniz nem o camandro. Vou treinar e recuperar as cruzes.

Momento de umor em portuges

Corria esse belo ano de 2004, algures por Sintra..

Esta foto tem direitos de autor. E tortos. E são todos meus.
Favor informarem antes caso pretendam fazer uso da dita.
Sim, pode ser num comentário que eu não publico.

Pensamento de uma aranha no tecto


A vantagem de não usar anestesia no dentista é que se sai de lá sem parecer que se sofreu um pequeno AVC na boca.


(Eu sei que os AVCs não se sofrem na boca, porque no nome diz que é cerebral, mas está assim para efeitos literários. Quais? Uns quaiquer)



terça-feira, 7 de junho de 2011

From Italy with love ou Era uma vez o jogging


Chegar a casa:

Italianos: 1
Italianas: 2
Alemães: 1
Portuguesas: 1

Ementa

Entrada: queijos italianos, pesunto, azeitonas
Prato principal: pasta com cenas
Bebida: o-que-é-que-se-bebe-aqui? Caipirão!


e pronto... o roomie gostou tanto na semana passada que ontem foram entregues 3 garrafas em casa.
E agora partilha a receita com meio mundo.
E era uma vez o jogging.

Vai uma coisa estúpida a meu respeito? Vai ter de ser.

É longa? É, mas outra como esta não volto a contar.

 O pagamento

7 meses antes
Pusinko recebe um email não oficial de um colaborador do chefe, um Gentleman em toda a acepção da palavra. Grande apreciador de Bach, mora em Londres e com quem já estive por diversas ocasiões.
Pedia-me que lhe reservasse bilhetes para as Cantatas de Bach, pela batuta de Sir John Eliot Gardiner. Por favor, antes de esgotarem, tal reserva só por telefone e ele não conseguia entrar em contacto com a operadora. Caso eu gostasse, teria todo o gosto em convidar-me. A esposa não o poderia acompanhar nessa altura e assim teria companhia. Já agora, que perguntasse também aos outros colegas e chefe se queriam vir. Na cabeça dele não é propriamente possível não apreciar Bach. (Claro que o bilhete oferta era só para mim, por aceitar acompanhá-lo)
"Sim, claro, quando é o concerto?"
"Em Dezembro! Já estamos em cima da hora. Os melhores lugares desaparecem num ápice."
(em cima da hora = 7 meses antecedencia e tinha razao)
Prometi resolver o mais rápido possível. Paguei na hora para receber os ditos cujos pelo correio. Em 2 dias estava tudo tratado.
O Gentleman agradeceu imenso e perguntou como faríamos, se transferência internacional ou se me entregava o dinheiro em mãos, evitanto taxas entre países. Concordei com a segunda opção.
Os meus colegas acharam muito boa ideia mas ninguém se dispôs a pagar a pequena fortuna por lugares chiques que, no caso deles, implicaria esposo/a ou companheiro/a, duplicando os gastos. E com tantos meses até lá... depois se veria (não se viu)
O chefe não iria por imperativos profissionais. (Meses mais tarde, os planos mudaram e com ajuda de uma estrelinha gigante conseguiu lugar ao nosso lado.)

7 meses depois
O Gentleman chegou bem e foi descansar no hotel. Marcamos encontro numa das praças mais modernas desta capital (e das boas) 1,5h antes do concerto.

Pusinko fez todas aquelas mariquices necessárias para ficar vaporosa e (ainda) mais bonita, apronta-se e sai.
O taxi pára. Com um equilíbrio que nem ela se julgava capaz, atravessa 50m sobre neve e gelo (principalmente gelo) com uns stilettos de verniz de 11cm de altura. Congratula-se interiormente por não ter havido acidente e, mais ainda, com a elegancia inesperada, como se nao pudesse partir o rabo a cada passo.

O reencontro foi, como sempre, entre elogios cuidados e small talk com aquele sotaque arrasador. Optamos por ir a um restaurante com pinta comer alguma coisa leve e beber um copo de vinho antes do concerto.
Entramos, ele ajuda-me a despir o casaco e puxa a cadeira. Na mesma sala estão as mesas quase todas ocupadas. Ficamos perto de um grupo maior com jovens bem apessoados. Ele de frente para as escadas, eu voltada para o resto da sala a meia luz.

A conversa vira em 2 segundos para o trabalho. Vem o moço com o menu e nós riamos de uma piada dele sobre o meu chefe (e da estrelinha da sorte que o fez arranjar bilhete tao tarde). Feitos os pedidos entre conversa de circunstancia, voltamos ao tema trabalho e projectos futuros. Bla bla bla vem o vinho bla bla a entrada deliciosa bla bla e:
- Ahhhh que quase me passava de ideia! E tu nem me dizias nada! Ohhh cabeça a minha, tenho de te pagar os bilhetes!
E mete mão ao bolso.
Pusinko anteveu um timing muito mau para tal e arregalou os olhos, como quem diz: "Pshhh náa, deixa estar que podes pagar os putos dos bilhetes mais tarde." Na impossibilidade de articular, pensou com muita força para a mensagem sair em feixes pelos olhos. Não saiu.
- Ah, achei a carteira. Espera.
Saca uma certa e determinada quantidade de notas (que não eram de 5 euros) e entrega-mas, com a maior descontracção.
- Confere se está tudo.
Eu não reajo, obviamente.
Recapitulemos: estou bem penteada pelo cabeleireiro, maquilhagem e manicure profissionais, envergo um vestido azul escuro de bom corte, pelo joelho com um decote evidente, embora  não abusado, e acompanho um homem muito bem vestido, alto, olho azul, porte elegante, que fala comigo num inglês acima da média, com mais do dobro da minha idade (2,63 para ser mais precisa) que me entrega notas para a mão enquanto pede que confira o valor.
Seguro as notas, morro 2 segundos, ressuscito, arrumo-as na clutch, branca como a cal porque o sangue parou de circular entretanto.
Os moços bem apessoados da mesa ao lado disfarçam o melhor que podem e fazem de conta que não se passou nada.. o moço da bandeja dá meia volta...
Eu mantenho os olhos arregalados, em choque.
Durou muito pouco tempo, é um facto, mas pareceu meia eternidade.
Tomando consciência da situação, provavelmente ao ver o meu ar de morta, diz com o sotaque escocês mais maravilhoso do mundo* e uma oitava acima do normal como que a desfazer eventuais equívocos de terceiros: "Oh dear, I hope nobody misunderstood us". E sorri, embaraçado. Depois gargalha. Eu não. Decide que a melhor estratégia é ignorar tudo e todos e voltar ao tema de trabalho que discutíamos antes, com pormenores relativamente nojentos e vocabulário técnico para desanuviar.
Foi mais difícil para mim, que estava de frente para uma família e ao lado dos moços jovens e bem parecidos? Claro que sim. Mas mantive a pose, porque uma lady sabe desenvencilhar-se com classe de momentos inesperados.

Foi uma situação normal num contexto específico: regressava no dia seguinte e não queria esquecer dos bilhetes. Afinal, era um concerto único, para apóstolos de Bach e eu era sua convidada. Mas foi um timing tãããããooo péssimo.

Epílogo: Eu paguei a conta. Só porque sim. Não o deixei sequer mencionar 1 palavra em contrário. Dali fomos ao concerto, encontramos o meu chefe que tinha estado preso numa reunião e passamos um serão muito agradável entre taças de champagne e música maravilhosa. À borliu. Ou... à custa da minha reputação naquele restaurante. Engraçado, agora que penso nisso, nunca mais lá voltei...




* Sotaque escocês pois ele é da Escócia. É, também, o melhor substituto do Sean Connery de todos os tempos. Não gosto do Sean. Por isto. Curiosamente falei do Sean e deste Gentleman no mesmo post ahah. E cá estão outra vez. Ouvi-lo falar é uma alegria.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nota eleitoral

Abstenção nas eleições legislativas portuguesas chega a 41% e bate recorde

 GRANDE VENCEDOR!

A TODOS OS QUE NÃO FORAM VOTAR POR PREGUIÇA,

NÃO SE ESQUEÇAM DE COMEÇAREM A MALDIZER TUDO E TODOS DAQUI A 3 SEMANAS, TÁ?




The Hangover, Part II


Vale a pena.
Especialmente para quem não viu o trailer.
É mais surpreendente se não se souber mesmo nada.
O formato repete-se mas tem grandes momentos e piadas parvas.
Soube bem, em companhia a combinar e prata da casa :)
O roomie teve uma grande ideia para um serão divertido.
E foi o que aconteceu. Precisava de espairecer. Mesmo.

domingo, 5 de junho de 2011

Que rica chuvinha

pra medrar as couvinhas e fazer sopas bem boas, cozidas para não se salvar uma E. coli que seja.
Hmmm... maravilha chegar a cas de vestido esvoaçante meio minuto antes dela cair. Isso é que foi tiiiiiiiming!

Ide votar

não fiqueis na cama a ronhar, na praia ou no pinhal dengosos e sem cumprir o vosso dever cívico.

Porque quem não vai votar não se pode queixar depois.
Vá, agora vou arrumar o quarto e depois vou pôr-me a corar no parque.
Sim, sim... já votei vai pra mais de uma semana. 

Gente que gosto (muito): Joaquín Cortés





Não é flamenco puro, dizem alguns. É flamenco, apesar de tudo.
Para mim, é uma performance por alguém que me marcou. Pusinko tinha 13 anos e estava em Marselha a passear à noite, acompanhada de adultos quando, num palco montado na água, com uma plateia em polvorosa, este homem dançava. Vimos de cima, era ao ar livre. Público reduzido, que as cadeiras/plataformas na água eram poucas. Muitos mais se debruçavam na ponte, hipnotizados com o show. Como eu. A imagem gravou-se para não mais sair ou sequer diluir no tempo.
É um  intérprete. Faz o que lhe apetece em palco. E pagam-lhe para ser assim. Gosto disso.
Este homem é uma mistura da qual não vou tecer comentários, são gostos. E eu gosto. Nunca mais o vi ao vivo. Mas há algo nele que gosto muito. Não sei explicar. Nem quero.


sábado, 4 de junho de 2011

Gosto tanto

quando o meu pai aparece no gmail com um chat telegrafado do género: Olá.Boa noite um abraço.Pai

É que fico mesmo feliz. xD
E digo coisas bonitas.
Resposta? Nicles. Mas não importa.
Gosto muito deste miminho.


(Podemos ter estado ao telefone uma hora antes. Se ele se lembrar, pumba uma linha de chat, mas sem a parte de chatting...)

Tanta luz!

Porque amanhece a estas horas?
Há 40min que me apercebo da mudança de matizes no céu. são agora 04:10min.
Está dia o suficiente para distinguir as diferentes cores do prédio o outro lado da rua, e o verde das árvores.

C'um baralho. E a passarada? Uns amores.

- Ah e tal, Pusinko, há 2 ou 3 dias andavas a querer uma caçadeira pra lhes mandar uns tiros nas nalgas e agora são uns amores?
- Psshhhtt é uma nova estratégia. Psicologia invertida de poder da mente magnificado na desinversão alternativa baseada em integração complementada de contra-relógio.
- O quê?
- Isso que eu disse.
- Que era o quê?
- Pah, escutasses. 
- Troca em miudos.
- Desde os escândalos de pedofilia que não troco nada por miudos.
- Bem observado.. Queres, pelo menos explicar?
- Sim. Então trata-se de assumir que não adianta queixar-me quando não vou agir em conformidade para minorar as minhas queixas. Como, por exemplo, estabelecer contactos e arranjar uma pressão de ar para mandar os tenores pra outra rua. No entanto, posso fabricar a ideia de apreciar muito estes concertos da Natureza.
- E isso funciona?
- Não sei. É uma teoria para já.
- E arranjares uns tapulhos nas orelhas e não incomodares leitores com peças de literatura deste calibre?
- Não era má ideia não senhor.
- Então vá, Pusinko. Deixa de chatear as pessoas e dorme lá com as psicologias invertidas ou lá o que é. 
- Sim, vou indo. Até à vista.



Nota-se que não contei as taças de champagne tomadas na inauguração da loja de uma amiga minha?

Do 3o andar a contar vindo do céu


Presenciei há 5 minutos a uma briga de canalha de liceu. Da janela do meu quarto. Pouco bebidos, cheios de razão e com sentimentos tãaaao fortes a vibrar lá dentro... 
Ahhh uma festinha a alta velocidade com as costas da mão em cada um é que era. Ou, como dizia Luís Sttau Monteiro no famoso "As Redações da Guidinha" era bumba no toutiço. E resolviam-se os problemas de adolescentes inflamados.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crónica de 10 linhas: Dessa coisa tão nossa que é o "na última da hora"


Por razoes maioritariamente externas vi-me forçada a adiar a concretização de um trabalho, investindo menos tempo do que realmente precisava. Pois bem, terminei tudo a tempo com grande custo pessoal, incluindo o belo pain killer injectado nas cruzes e pausa forçada em alguns desportos.
Evito ao máximo estas situações (por razões óbvias), mas também não vejo vantagem em ver a banda passar e dar o gás todo no fim. Graceja-se que "afinal fazia-se em menos de metade do tempo". Não, não fazia. Se fizesse, ter-lhe-iam dado outra tarefa pelo meio porque há objectivos a cumprir. 
Qual o demónio paralítico que faz meio mundo satisfeito com o razoável, entregue em cima da hora (quando não atrasado) e achar-se um herói? Não é mérito nenhum coleccionar troféus de salvo-à-rasquinha. Bando de Macgyvers a pilhas.
É um fenómeno transversal à sociedade portuguesa (não só, mas especialmente). Esvai-se tempo para a família ou enriquecimento pessoal com demasiadas horas ineficazes no emprego a coçar micoses entre cafés, cigarros e almoços prolongados. Empurram-se datas até que, ao alerta vermelho, é só esfalfar, praguejar contra o tanto trabalho e safar-se no fim. E é esta mania de "ir-se safando" que quilha tudo.
Que umdia pode correr mal. E ambição? Bistes-la?


quinta-feira, 2 de junho de 2011

10 coisas que gosto e porque todos já fizeram

Não são necessariamente AS 10 coisas que mais gosto. São 10, apenas. Algumas fundamentais. Outras não são do top de prioridades, mas andam lá perto. Em bonecos.


A famelga: o pai, a mãe e o maior


J.C.  e felinos em geral


Os Migos desta vida


Artes marciais (entre outros desportos)


Saborear culturas/conhecer gentes e terras


Sol & Mar (porque me fazem uma faltinha danada)


Dança (oriental e não só)


Humor & parvoice

Meditação
Vinho (tinto) + boa companhia