Passei pouco tempo com eles.
Personagens: Ela: tinha 1 certo potencial, cara bonita, boa pele. Sorria.
Ele: pacato, bonitinho, dedicado. Sorria.
Prólogo:
Eram estudantes a terminar os cursos, sem emprego seguro, que se amavam e decidiram morar juntos (numa casa partilhada com mais 3 pessoas).... mas era o amor. Na loucura, ter um filho nessa mesma casa, se ninguém se opusesse. Ninguém se opôs.
Um formigueiro de procriar difícil de entender para mim.
História:
Nunca a vi cuidar ou arranjar-se minimamente. Desleixo traduzido em gorduras localizadas, alimentacao deficiente e um aparente desinteresse na sua propria imagem e bem-estar. Aos 22 anos.
Sempre o vi a praticar desporto e convidá-la para modalidades várias, a ser o cozinheiro saudável de serviço, a motivá-la com uma delicadeza notável. Aos 23 anos.
Jamais foi directo ao ponto de perguntar porque se degradava ela aos poucos. Nós, mulheres, fomos directas ao ponto de perguntar porque se degradava ela aos poucos. Resposta lacónica e repetida: "tem de gostar de mim como sou, se me escolheu é para ser eu mesma"... blá blé blí bló blú...
De criança no bucho havia 3 meses adorava o estado de (des)graça (física). Que assim já não a podia chatear e devia ceder aos caprichos todos, agora que vinha o pimpolho.
Porque ele tinha de a aceitar como era, ............ então grávida, nem se fala.
Epílogo:
Casaram e mudaram-se para outro apartamento com ajuda dos pais.
Tiveram um filho que é praticamente sustentado pelos pais.
Vão criando o puto enquanto a relação entre eles escorrega na falta de amor próprio dela e no cansaço dele. Nos choros e noites mal dormidas. Nos estágios escolares e partilha de responsabilidades.... Na lingerie gasta misturada com fraldas misturada com baba misturada com fato-de-treino misturada com hoje-vou-beber-um-copo-com-o-pessoal misturada com "a tua mãe mete-se demasiado na nossa vida" (se calhar paga para isso)... misturada com Amor torrado à espera de ter sido vivido.
O amor é phodido já dizia o outro.