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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Vai uma coisa parva a meu respeito? Vai ter de ser... O cházinho


Corria o ano de 2000 e tal. A escassos dias do Natal cheguei a uma cidade pertinho de Lisboa onde me mora um bocado do coração e visito anualmente. Chegada que estava de outros paralelos, nada se me afigurava melhor do que um jantar em excelente companhia e um brinde em família a celebrar mais uma reunião.
Vamos ao restaurante do costume onde o tempo (n)os fez parte da casa, a convivência criou laços e sabemos com o que contar. Somos recebidos pelo sr. António, esse querido benfiquista que aponta a preferência clubística como único defeito desta que vos tecla (e parece aquele tio que só se vê no Natal e nos aperta as bochechas enquanto diz que grandes estamos quando deixámos de crescer há mais de 1 década), sorri e acompanha-nos à mesa.
Vai dispondo acepipes enquanto se inteira das bebidas de cada um. Estou distraída enquanto os outros pedem. Quando dou por mim atiro "vamos num tinto alentejano para este dia de Inverno?" O casal ao meu lado havia pedido refrigerantes pois que ainda havia trabalho pela frente, a senhora minha tia ficou-se por um chá e a parvinha de serviço fica a olhar sem saber que era a última a fazer o pedido. Cinco silenciosos segundos depois olho para o sr. António e digo que sumo de maçã também está bem, vinho àquela hora pode nem cair bem, que me parece melhor e não, não me apetecia ter uma garrafa (mesmo que pequena) só para mim na mesa, noutro dia sim sr. António?
Só que não. O sr. António achou que se a menina queria um vinho do nosso devia beber vinho do nosso, até porque lá na terra da Merkl não há boas castas e toda a gente sabe disso.  Olhe que não sr. António, isso das castas até é certo para vinhos tintos ao meu gosto, mas a menina não quer muito, era só para acompanhar o prato, deixe estar... A menina deixe isso comigo que eu já vi tudo. E vai à vidinha dele, resolvendo emergências nas mesas por onde passa.
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Volta pouco depois com um sorriso mal disfarçado. distribui bebidas gaseificadas, chá de algo saudável à tia e piscando o olho diz "e o cházinho da menina".




Um chá alentejano, naturalmente. Acompanhado de boa comida e muitos risos. Como sempre nestes reencontros. E não, não foi a única parvoíce neste local. A outra fizemos sem ajuda do sr. António.



sábado, 18 de julho de 2015

Crónicas de horas vagas: "A família nao se escolhe" ou o contrário




Sou de afectos, sorriso fácil, temperamento difícil.
A minha família nuclear (sendo que ainda não fundei uma por mim), continua a ser a trindade mãe-pai-irmão (até a equipa aumentar com uma contratação matrimonial a partir da próxima época... sim, vamos passar a quadrilátero :o) Pilares onde assenta a minha existência, os primeiros a quem recorro e cujos abraços me faltam naqueles dias em que um ecrã ou telefone não bastam.

Junto deste patamar de exclusividade estão as minhas avós - a São e a Quica - com as quais cresci e me ligo profundamente por motivos mui diversos, quase opostos. Duas mulheres que admiro e ambas muito presentes na minha vida e das quais já falei cá. Acontece que, mesmo estando bem servida neste departamento, não me coibí de adoptar mais 2: a avó Bini e a D. Alice. A primeira não vejo há muitos anos, mas sei-a bem. Dona de um sorriso muito belo e olhos brilhantes, autora do melhor souflé de frango do mundo, é avó de uma prima a quem não pedi licenca para rapinar e incluir na minha cartilha de familiares fofinhos emprestados... (Agora que penso nisso, também lhe rapinei uma tia, mas já lá vamos...).
A D. Alice era amiga dos meus avós paternos, uma Senhora no mais perfeito sentido da palavra. Ser-lhe-ei grata sempre pela dedicação com que me guiou na adolescência nas longas conversas entre chás e livros, modas e (bons) costumes de tempos idos,  fomentando o meu interesse pelo clássico (tal como a minha mãe). Quase sem eu dar por isso, limou arestas que em boa idade foram ajustadas e às quais só mais tarde viria a dar o valor inteiro. Não tinha netos e afeiçoou-se a mim como a neta que lhe faltava. Era recíproco e ela sabia-o.

"Tias de sangue" tenho 2. Já tios tenho mais e, estou em crer que casaram bem, mesmo os que descasaram. Por exemplo, a tia Zi é tão estimada por todos que nem o facto dela e o meu tio se terem divorciado há 20 anos fez alguma diferença na dinâmica familiar e na ligação que temos com ela. Foi quem me deu colo e cobriu de mimos no fim de um dia mirabolante que surgirá brevemente na rubrica "Vai uma coisa parva sobre mim... vai ter de ser". Já a tia Fátima possui 1 rara combinação de irreverência e disciplina que doseia com mestria. Além disso, ensinou-me a andar de bicicleta! Há ainda as tias MJosé e a Isabel que me moram no coração, e mais duas, uma que raramente vejo e outra que é melhor não ver.
Nas aquisições pessoais tenho a tia João - amiga da minha mãe dos tempos de liceu tornou-se, conforme fui crescendo, numa amiga que também é minha, deu-me a mão numa longa caminhada espiritual. Há ainda a tia CG - a tal que rapinei a uma prima - com quem tenho uma ligação deveras especial e a única entre os mencionados a ler este post (Olá Tia!!)
Outros e outras há (amigos que passam a primos, manos a manas, poucos e bons), com elas episódios caricatos merecedores de posts nome próprio um dia destes.
"A família nao se escolhe" é, portanto, estribilho sem sentido para mim. Por um lado, angario para o meu círculo pessoal os que o são desde sempre e os que a vida me dá de presente; por outro, vou gerindo um(a) ou outro(a) que a Fortuna pôs no meu caminho como sendo de sangue para me arreliar desafiar um pouco.
O segredo é apreciar os que temos e acrescentar os que nos fazem falta até conseguir o royal flush.










quinta-feira, 16 de julho de 2015

A enorme vantagem de usar sapatos rasos* é


que nunca se sabe se acabamos a noite num karaoke coreano e, assim como assim, (já que a voz de cristal não é o nosso maior talento), sempre escusamos de parecer a Branca de Neve e os 50 anões....

Sim, depois deste evento, voltei a repetir a brincadeira com a mesma colega de trabalho e uma amiga dela. A dúvida é: as aulas de canto são obrigatórias na Coreia do Sul (na do Norte tudo é obrigatório excepto questionar)? Porque catano hão-de cantar todos (quase, havia 2 piores que eu) tão bem? Eu sou do tempo em que ir ao karaoke era um evento raro e cujo objectivo principal era a palhaçada. Nem os que se safavam iam lá armados em Beyonces e popalhada da nota alta esganiçada.
A sério, gente de onde o dia começa, não envergonhem este lado do planeta, pá!





* Sandálias e sapatilhas, basicamente. O que eu não dou por uns saltos altos, mas as costas pedem moderação...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Vai 1 coisa parva a meu respeito? Vai ter de ser... Os calções do mano.


Legenda
P = Pusinko
M = Mãe
I = Irmão

Certo sábado algures nos anos 90, a mãe chega a casa depois das compras. Entre outras coisas, havia um par de calções à gandulo (compridos e largos, bolsos grandes, cinzentos com apontamentos cor de laranja e um boneco de lado) para o mano. 
P - Posso ver melhor estes calções?" (Acrescentar olhar de lobo mau mascarado de avózinha)
M - Sim. E já agora leva-os lá acima pra o teu irmão experimentar..
Num ápice Pusinko acede aos aposentos no 1o andar e desvia a rota para o seu quarto onde experimenta os ditos calções. Foi com eles vestidos ao quarto do irmão para abrir negociações.
P - Então? Gostas dos calções que a mãe tinha comprado para ti mas que eu gosto mesmo muito e eram exactamente o que eu queria? Eu acho espectaculares! Que dizes?
I - ......................
P - São fixes não são? Vou mostrar à mae. Gosto mesmo deles.
I - Hmmmm....
P - Maaaaa, olha olha! Que achas?  O J. Nem está muito interessado, posso ficar com eles, posso? Posso? (O J. não disse nada, não sei se pelo meu entusiasmo, se por eu não ter esperado que ele comentasse o que quer que fosse).
M - .....................

Obrigada mano e mãe por deixarem a Pusinko adolescente ficar com os calçanipos  à malandra. Passados para lá de muitos anos, continuo a tê-los em modo peça de museu e sou capaz de os vestir se me der na telha.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

Questionário


Fui ali aos Jardins de Afrodite rapinar um jogo e mudei-lhe as regras para fazer apenas a parte que me apetece. Em querendo ver a versão original, é ir aqui

Regras: não há!

Perguntas:

1- O que te incentivou a ter um blog? 
Era uma sexta-feira 13 em Março de 2009, estava um "criol do baralho" em Berlin e eu lembrei-me de criar um blog aberto ao público. Desde 2005 que blogava para e com amigos (10 anos, senhores!) num registo diferente e decidi arriscar a solo. Poucas pessoas foram informadas disso e a ideia era mesmo o anonimato.

2- Qual a importância do blogue para ti?
Parecendo que não, uma pessoa mostra muito mais do que aquilo que conscientemente decide partilhar. Deste modo, cria-se uma espécie de diário (ahaha quase um mês sem cá vir e chamar-lhe diário... pff) que nos espelha ao longo do tempo. Gosto desta linha temporal que me ajuda a organizar fases da vida.

3- Quem te indicou a ter um blog?
Ver resposta à pergunta 1)

4- Quais são os assuntos do blog?
Parvoice acima de tudo! Parvoice aliada à possibilidade de usar termos regionais, menos conhecidos ou expressões da minha terra. Fora isso, fala-se de mamas e homens com garbo, direitos dos animais, politiquices e de tudo o que não envolva trabalho, o meu, pelo menos. Reina-se com episódios caricatos da vida da autora, pois que, nesse aspecto, é como a Nau Catrineta. Há ainda listas de músicas que me lembram pessoas, retalhos pessoais e conversas imaginárias que teclo sem receio de ser convidada a visitar uma ala psiquiátrica para um check up (como olvidar Joel - o duende imaginário de barretinho verde com quem mantive vários diálogos nestes mesmo tasco há uns anos?). Mais vale rir que chorar e é com sorrisos que expurgo momentos menos fáceis.

5- Como se sentiu ao ler o primeiro comentário?
Surpresa! Estava tão convencida que ninguém lia o blog que só dei por ela 1 semana depois. A Essência (do Roupa Prática) foi a autora do primeiríssimo :) 

6- Quantos comentários tem ao todo no momento?
6867, muitos são meus. Comento pouco em outros blogs porque os leio no metro a caminho de casa e simpatizo pouco com mini-teclados de telefones móveis.

7- Qual a meta deste ano para o teu blog?
Uma maçã por dia nem sabe o bem que lhe fazia (ao blog, claro, que eu sou pessoa de consumir 10 peças de fruta por dia).

8- Até onde deseja chegar com o seu blog?
Até ao 4o andar, pelo menos, mas em havendo sótão também quero.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Um polvo sobre mim XV



1 -
Volta e meia falo durante o sono;
2 - Sou infiel a 1 só perfume. Tenho um mini harém aromático mas vivo entre 2 preferidos;
3 - Fui à pesca uma vez. Gostei da experiência e ainda mais de não ter apanhado peixe nenhum;
4 - O meu chocolate preferido encontra-se a partir de 80% de cacau;
5 - Adoro sumo (e sorvete) de tangerina;
6 - Só sou mesmo esquisita com vernizes vermelhos (a outra variante de cor é nude e custa menos a encontrar O tal);
7 - Embirro (muito) com portas giratórias;  
8 - Tenho 4 posters de estimação no meu quarto em Berlin: numa parede a Audrey Hepburn, na outra um F14 - Tomcat, um F15 - Eagle e um F16 - Falcon.




domingo, 30 de novembro de 2014

Um polvo sobre mim XIV



1 - Tenho o meu spot no sofá. Exclusivo e cedo-o a (muito) custo, exactamente como o Sheldon AQUI;

2 - Não gosto de collants (felizmente há alternativas);
3 - Salvo pasteis de Nata/Belém e uma ou outra excepção, doces na minha casa são caseiros;
4 - Não gosto de parques aquáticos (mesmo nada);
5 - Visão é a faculdade que mais receio perder;
6 - Tenho batons hidratantes com diferentes sabores em todas as bolsas e bolsos;
7 - Não uso mini-roupas (-vestidos, -calções ou -saias); 
8- Nunca li os Maias (por não gostar de livros impostos e muito menos da prof. que me calhou em infortúnio nesse ano*;





a) Li outras cousas do enorme autor que o assina. E mais lerei a seu tempo até completar a obra. 
b) Ainda assim, considero que Eça, Zarolho, Gil Vicente, Pessoa, Amado, Assis, Mia Couto e Agualusa devem continuar nos programas sob o risco de muita malta pensar que eram jogadores de futebol caso não se cruzem com nenhum dos seus escritos maravilhosos num qualquer programa de Língua Portuguesa. 
c) Cubra Zeus de graças, todos os (meus) profs de L.P. que precederam aquela bruxa do secundário (que é a única que encontro na rua porque mora perto dos meus pais).
   


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um polvo de coisas sobre mim XIII


1 - Adoro  balões vermelhos (mil e muitos);
2 - Nesta terra minha sopa de estimação é de lentilhas vermelhas (picante à moda turca, não aquela mariquice alemã);
3 - Só gosto de sopa a escaldar ou muito fria;
4 - Quando vejo alguém com a etiqueta da roupa por fora tenho de me conter para não ir lá ajeitar aquilo;
5 - Assobio musiquetas de Natal com grande alegria todos os anos no início do Verão (depois passa);
6 - Peço sempre sumo de laranja e café quando viajo de avião, combinação que não faço em noutra situação;
7 - Não compro pijamas mas adoro recebê-los de presente;
8 - Acertei com 1 tarte de chantilly em cheio na cara de um homem (um jovem veio ter comigo, pediu que fizesse isso ao amigo e antes de pestanejar, já estava com a dita esborrachada. Era a despedia de solteiro e tinham muitas tartes em stock); 




quinta-feira, 5 de junho de 2014

sábado, 31 de maio de 2014

un, deux, trois




Há noites assim (e são mesmo boas)









quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Das que me mudam para (muito) melhor



Always look on the bright side of life - Monty Python (Life of Brian)




Largo al Factotum  - G. Rossini (O Barbeiro de Sevilha) 



Rosen aus dem Süden - J. Strauss



Don't look back in anger - Oasis





Já cá passaram no blog, em alguns casos interpretadas por outros.
Sei as letras de cor e salteado. A 1a e a última são ideais de vida. A 2a faz-me (querer) cantar. A 3a faz-me dançar. Todas me fazem sorrir.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Vai uma coisa parva a meu respeito? Vai ter de ser... As Meias



Data - dia seguinte a ESTE evento (também ele parvo)
Local - Cidade com muitos milhoes de pessoas (mesmo) pequeninas e pouco dada ao turismo algures na China.
Objectivo - comprar meias "de senhora", liga ou collants para um evento formal
Motivo - Ter esquecido o par suplente em casa e ter acabado de estraçalhar as únicas que vinham na mala. Era também a última oportunidade que teria para solucionar o caso em terra. O tempo urgia.

Então o que se passou foi isto:
Pessoa de cabelos ao vento e bem disposta vai por ruas e vielas desembocar na zona comercial "moderna", longe dos mercadinhos tradicionais com mil e quatrocentos chás e budinhas obesos à venda. Eis-me então frente a uma fervilhante loja de miudezas (que não eram de frango) ligada a 1 centro comercial, também ele de dimensoes monstras.
Entro e a pessoa que me acompanhava optou (e bem) por ficar "cá fora à espera, a fumar um cigarro". (A pessoa em questão não fuma). Conforme me adianto nos corredores vão-se abeirando umas e outras assistentes bem maquilhadas, quais bonequinhas de porcelana. Cochicham entre si e ficam aflitas se lhes tento dirigir a palavra. Insisto. Apontam um rapaz que também lá trabalha com um "English english" e esperam que a ajuda baste. Vou e sinto-me uma princesa, pois que tenho 5 damas de companhia (mortinhas por ver o resto da novela agora que a batata quente estava em outras mãos).
O rapaz parece mais pálido ao perto. Talvez a certeza do inevitável justifique a lividez vampírica que o toma (espero que seja isso e não por ver em mim uma prima afastada do Abominável Homem das Neves).
- Hi!
- Hi!
- I am looking for stockings.
- ...
- Hmmm pantyhose?
- ....
- Tights?... Stockings?
- ....   .......    ................. (Sussurra algo que o meu avançado mandarim não captou)
- Hmmm s-o-c-k-s? .................Lady socks? Looong transparent socks? (acrescentar mímica, muita mímica nesta fala).
Eeeee... fez-se luz! O rapaz acena sorridente e traduz o pedido às minhas assistentes. Vamos os 7 até à secção de roupa de senhora. Da solução nasce nova encruzilhada. Eu sei que naquela longitude dá-se o caso de ser mais alta do que a média e ter um pernil que bate aos pontos os das minhas damas de companhia mas, que diabo: as grandes (ahahah) eram pequenas, o XL era um S dos nossos. Não há senhoras gordas no vosso país que precisem de meias micro L que alarguem um bocado (e alonguem quando bem esticadas, para me salvar a vida)? Não?
Alvíssaras, há meias liga pretas. Liga serve. Mande vir. Espera. Estão sujas? Ou... isto são meias ligas pretas com... lacinhos? Gatinhos? Really?... Smiles? Valha-me Zeus! Tem tudo menos o que me faz falta.

A oferta era deste género... formalíssima

..................
Depois de muito procurar personalizei 1 kit com diz-que-é-uma-espécie-de-leggings pretas que quase me serviam + soquetes +  meias de emergência tamanho xl (chinês).

No dia da recepção ocultou-se a marosca com umas botas de cano que nem iam nada mal com o vestido e local. Nessa noite teve lugar a célebre dança com o anfitrião*, um general sisudo todos os dias menos naquele (ninguém o mandou brindar com alemães...).



*As fotos que pudessem fazer coceguinhas na reputação das hostes militares comunistas foram gentilmente censuradas (não, queriam um general com os copos? Pois sim. Tenho as oficiais, com gente perfeitamente satisfeita com o sistema político e com o sorriso número 3 estampado em todos os rostos).



(Quem sabe um dia falamos da (1a e única) ida a 1 discoteca naquele país cuja memória tem estado fechada a cadeado?)




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Das que nos dizem mais que outras e simetrias temporais


Aos 26 anos, numa (das) fase(s) menos colorida(s) da minha vida, a Ceci enviou-me um email com o título: "olha, és tu". Incluia um link para a música Hannah dos Les Cowboys Fringants.  Muito poucas músicas são aquela no momento. Normalmente associamos a uma pessoa ou situação pelo contexto ou momento em que escutamos, não por serem nossas. Neste caso, alguém muito longe e no passado, descreveu uma fracção da minha vida naquele presente em que a escutei pela 1a vez.
Não me dizendo agora muito mais do que a memória desse momento, canta pedaços de alguém, com detalhes de uma vida que pareciam talhados da minha.





Ving-six ans et perdue
Toujours plus désillusionnée
Elle vient qu'elle ne sait plus
À quelle connerie se raccrocher

Elle espère qu'un m'ment d'né
Elle pourra lever le voile
Sur ces sombres années
Et enfin revoir les étoiles



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Pusinko numa linha por olhos e ouvidos estrangeiros


Somatório das observações mais comuns a meu respeito por parte de estrangeiros:

Mulher com costela(s) árabe(s) e temperamento sul europeu que fala alemão com sotaque francês.

A verdade: Pusinko tem toda uma caixa torácica portuguesa (não se lhe conhece sangue infiel nas últimas gerações) mas, acima de TUDO, não tem sotaque francês em alemão.



Este post a propósito de, mais uma vez, perguntaram se era francesa ainda eu não tinha falado 30 segundos. Porque méeeerrrde insistem nisso? E mais, não remedeia nada dizerem que é um elogio. Não é nem quando estou de boina.





terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vai uma coisa parva a meu respeito? Vai ter de ser... Os pés de galinha.

(Retomamos esta rubrica após um interregno, mas não por falta de material, não temam)


Local - China, numa cidade com mais de muita gente
Data - há um tempo atrás, também em Outubro

Pusinko aterra em território chinês com dois alemães. Depois de devidamente instalados no hotel fomos explorar as redondezas. Realmente há gente piccolina naquela zona e, tendo em conta os olhares que nos lançavam, o nosso grupo seria visto como 2 torres louras de olhos azuis a ladear uma não-tão-torre assim de cabelos encaracolados e um sorriso muito grande.
Cidade muito activa mas pouco dada ao turismo e estrangeirices naquela altura do ano. Foram horas a absorver informação (e um ou outro cheiro nauseabundo) até achar uma alminha que falasse inglês limpinho. Uma alminha super querida que fez questão de nos convidar para jantar com ela, o marido e o irmão num restaurante típico. Prato tradicional: Hotpot (Basicamente, encomendam-se porções do menu e cada um cozinha na hora porque as panelas são o centro de cada mesa.)
Pedimos vegetais, peixe, carnes variadas, incluindo frango. Quando trazem o pedido, chicha de frango nem vê-la mas a espreitar de uma tigela estavam pés de galinha.
"Olhai, não há engano?" - perguntei
E eles abanaram a cabeça "No, no! Chicken! Chicken!" E sorriram daquela maneira que encerra qualquer discussão.
Viro-me para os colegas e partilho entredentes o trauma "É das piores coisas que já comi, pés de galinha. Provei em garota e até hoje não gosto nem de olhar. Que horror".
Pessoa sensível é esta que me paga o salário pois, não tendo passado 5 segundos do infeliz comentário, sorri cúmplice para o outro alemão, olha para a senhora e exclama:
- Ahhh a Pusinko estava aqui a dizer que adora pés de galinha!
A anfitriã, feliz que só ela, traduziu a minha alegada predileção por pés de pito e era vê-los empenhados a ensinar os segredos milenares de como cozinhar aquela merda iguaria tão...tão... gorda e...noj... cartilagínea vá.  Seguindo os conselhos preciosos, deixei ferver em molho picante durante 30 segundos - "Deve ser para ficar crocante", disseram aqueles 2 idiotas -  durante os quais imaginei vinganças tenebrosas.
O amoroso colega (raisoparta) só acrescenta:
- Ahh Esperem que eu vou pegar na máquina.
Chegada a hora da verdade, peguei no maldito pé de galinha e  comi com a melhor cara que consegui, entre flashes e gargalhadas abafadas. Sabiam-me incapaz de recusar a "brincadeira" numa situação delicada daquelas. Fotografaram e riram, riram riram aqueles bandidos!
E assim termina a aventura.

- Ah e tal, Pusinko, então e tu não te zangaste?
- Não. Naquele momento jamais o faria. Mas logo a seguir, quando já tinha  esquadrinhado um plano terrível chegou o Karma e tratou de tudo.
- Como assim?
- Atirou-lhes uma gripe do tamanho do mundo a cada um e eu tive uma estadia fantástica o resto da semana. Tanto que ainda comprei souvenirs para não chegarem a casa de mãos a abanar.
- Foste muito querida.
- Pshhh náa. Esposo doente é esposo queixinhas e, mal por mal, antes voltar do outro lado do mundo com um presente.









segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Pusinko, o que vês da tua janela?**


Grades.
Gente douda.
Gente douda que canta* rap junto a grades.

É isto. Adeus. Boa noite.


* cantar é um verbo com costas larguíssimas.

** Título rapinado inspirado numa rubrica do blog do Pipoco


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ayran



Iogurte + água + sal


Seja para cortar o excesso de picante num jantar turco ou apenas porque sim.





sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Guilty, very guilty pleasure


Passo anos sem comer mas, uma vez que o destino nos cruza, a reacção é sempre esta e o modo de consumo também:







sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Moi





Cresçam cabelos. Rápido. Pelise e tal e cerejinhas por cima.

Sim, fui ver os Ugly Kid Joe no ano passsado
e tenho 1 pulseira que nunca mais usei (até esta semana).



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Hoje é a noite




Já quebrei várias, tenho outras tantas por quebrar. As que deixamos que nos imponham sao as mais difíceis, e as mais libertadoras também.
Tributo ao pacotinho de acúcar que andou 1 ano comigo e sobreviveu.