quarta-feira, 29 de julho de 2015

A ouvir #74: Tom Waits - Roxanne


Daquelas covers que são melhores que o original... e esta voz ^^
Com um xi-coração à Afrodite (porque tu mereces muitos)







terça-feira, 21 de julho de 2015

Aquele momento


em que os teus amigos que moram em Berlin e conheceram os teus pais aquando de uma visita destes à capital estao no teu país-cidade-casa(-dos-teus-pais) a almocar um bacalhau no forno delicioso cujo aroma te chega por risos e fotografias. E tu ficas feliz por eles, mesmo que te faltem mais 9h de trabalho e haja 3000km entre aqueles sorrisos que adoras. A saudade é uma coisa tao nossa.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Frase do momento #45



"For the high fly how low are you willing to go?"


Autor desconhecido / Letra de música


sábado, 18 de julho de 2015

Crónicas de horas vagas: "A família nao se escolhe" ou o contrário




Sou de afectos, sorriso fácil, temperamento difícil.
A minha família nuclear (sendo que ainda não fundei uma por mim), continua a ser a trindade mãe-pai-irmão (até a equipa aumentar com uma contratação matrimonial a partir da próxima época... sim, vamos passar a quadrilátero :o) Pilares onde assenta a minha existência, os primeiros a quem recorro e cujos abraços me faltam naqueles dias em que um ecrã ou telefone não bastam.

Junto deste patamar de exclusividade estão as minhas avós - a São e a Quica - com as quais cresci e me ligo profundamente por motivos mui diversos, quase opostos. Duas mulheres que admiro e ambas muito presentes na minha vida e das quais já falei cá. Acontece que, mesmo estando bem servida neste departamento, não me coibí de adoptar mais 2: a avó Bini e a D. Alice. A primeira não vejo há muitos anos, mas sei-a bem. Dona de um sorriso muito belo e olhos brilhantes, autora do melhor souflé de frango do mundo, é avó de uma prima a quem não pedi licenca para rapinar e incluir na minha cartilha de familiares fofinhos emprestados... (Agora que penso nisso, também lhe rapinei uma tia, mas já lá vamos...).
A D. Alice era amiga dos meus avós paternos, uma Senhora no mais perfeito sentido da palavra. Ser-lhe-ei grata sempre pela dedicação com que me guiou na adolescência nas longas conversas entre chás e livros, modas e (bons) costumes de tempos idos,  fomentando o meu interesse pelo clássico (tal como a minha mãe). Quase sem eu dar por isso, limou arestas que em boa idade foram ajustadas e às quais só mais tarde viria a dar o valor inteiro. Não tinha netos e afeiçoou-se a mim como a neta que lhe faltava. Era recíproco e ela sabia-o.

"Tias de sangue" tenho 2. Já tios tenho mais e, estou em crer que casaram bem, mesmo os que descasaram. Por exemplo, a tia Zi é tão estimada por todos que nem o facto dela e o meu tio se terem divorciado há 20 anos fez alguma diferença na dinâmica familiar e na ligação que temos com ela. Foi quem me deu colo e cobriu de mimos no fim de um dia mirabolante que surgirá brevemente na rubrica "Vai uma coisa parva sobre mim... vai ter de ser". Já a tia Fátima possui 1 rara combinação de irreverência e disciplina que doseia com mestria. Além disso, ensinou-me a andar de bicicleta! Há ainda as tias MJosé e a Isabel que me moram no coração, e mais duas, uma que raramente vejo e outra que é melhor não ver.
Nas aquisições pessoais tenho a tia João - amiga da minha mãe dos tempos de liceu tornou-se, conforme fui crescendo, numa amiga que também é minha, deu-me a mão numa longa caminhada espiritual. Há ainda a tia CG - a tal que rapinei a uma prima - com quem tenho uma ligação deveras especial e a única entre os mencionados a ler este post (Olá Tia!!)
Outros e outras há (amigos que passam a primos, manos a manas, poucos e bons), com elas episódios caricatos merecedores de posts nome próprio um dia destes.
"A família nao se escolhe" é, portanto, estribilho sem sentido para mim. Por um lado, angario para o meu círculo pessoal os que o são desde sempre e os que a vida me dá de presente; por outro, vou gerindo um(a) ou outro(a) que a Fortuna pôs no meu caminho como sendo de sangue para me arreliar desafiar um pouco.
O segredo é apreciar os que temos e acrescentar os que nos fazem falta até conseguir o royal flush.










quinta-feira, 16 de julho de 2015

A enorme vantagem de usar sapatos rasos* é


que nunca se sabe se acabamos a noite num karaoke coreano e, assim como assim, (já que a voz de cristal não é o nosso maior talento), sempre escusamos de parecer a Branca de Neve e os 50 anões....

Sim, depois deste evento, voltei a repetir a brincadeira com a mesma colega de trabalho e uma amiga dela. A dúvida é: as aulas de canto são obrigatórias na Coreia do Sul (na do Norte tudo é obrigatório excepto questionar)? Porque catano hão-de cantar todos (quase, havia 2 piores que eu) tão bem? Eu sou do tempo em que ir ao karaoke era um evento raro e cujo objectivo principal era a palhaçada. Nem os que se safavam iam lá armados em Beyonces e popalhada da nota alta esganiçada.
A sério, gente de onde o dia começa, não envergonhem este lado do planeta, pá!





* Sandálias e sapatilhas, basicamente. O que eu não dou por uns saltos altos, mas as costas pedem moderação...

domingo, 5 de julho de 2015