sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A relação mais longa é


Ao cair da tarde, sentada na poltrona de veludo vermelho de um bar não longe de onde agora escrevo, pensarei para com o meu dirty Martini que, se Berlin fosse a Nau Catrineta teria muito que contar. Não sendo, terá que guardar.

 8 anos, 1 bilhete de ida e 1 de volta em standby



Portas abertas, como em Braga

"Molecule Men (Berlin)" de Jonathan Borofsky.
 30m de alumínio erguem-se do rio Spree 

Verão no Spree

Inverno, quando só os loucos andam de bike (Hello boss)

Monumento aos Judeus mortos na Europa (detalhes aqui)
Quando o dia cai, as sombras agigantam

J.C.




Caro Paulo Fonseca, atravesso essa linha todos os dias




(Na desgraça mais vale rir que chorar)



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A ouvir # 67 Toxicity - System Of A Down


Em versão original



Ao piano, para uma disposição diferente



Gosto muito de ambas.





sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

AP - I'm from Australia.

AD - Which state is that?
AP - ...............
AD - You don't know?
AP - Australia is the size of all your f***ing states together!

AP - Amigo da Pusinko
AD - American Dude






terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Da duração das coisas


A excepção que confirma a regra...





segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A ouvir #66: Moonlight cocktail - The Ames Brothers


E o que eu gosto desta música? Sim, eu sei que já entrou neste blog (Glenn Miller aqui), mas agora está exactamente como gosto.






sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sheldon and the day 14





Este blog e a sua autora respeitam O verdadeiro. Aqui ou, em esperanto, aqui





quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Aquele dia em que


se acorda ainda noite para dar seguimento a um projecto e os imprevistos num desafio se resolvem em tempo útil com perspectiva de sucesso, é também aquele dia em que, depois de 10h de trabalho se faz uma pausa para café da qual se volta 15 minutos depois para encontrar tudo escangalhado.
É nestes momentos que apetece mandar tudo fornicar.
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Estudo anuncia descoberta surpreendente!


Atentai:


Está cientificamente provado que é possivel tomar banho, ir a um restaurante regular, cozinhar, beber 1 copo ou lavar os dentes sem anunciar  nas redes sociais da vida.
Estes estudos foram mais além e sugerem que, sendo estas actividades básicas em termos de sobrevivência e asseio, esperar laiques, loles ou, na loucura, comentários é, em si mesma, justifição para um casaquinho branco e um fim de semana numa sala almofadada. Este tratamento aplica-se tanto ao autor como a quem rejubila digitalmente com a rotina dos outros.

A sério... tomar banho?Anda tudo doudo?


(Inspirado num momento particularmente realista no dia de hoje.) 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pensamento de uma aranha no tecto


A Beatriz da Holanda abdicou em nome da geração mais nova.
O Alberto da Bélgica abdicou em nome da geração mais nova.
A Isabel II de Inglaterra (e restos (des)agregados do império ido) fará bodas de liga kripton-platina.
(Príncipe Carlos, tu que me estás a ler, aguenta aí. A velha é rija mas nao é eterna.)


(É por demais evidente que alguém foi ao cabeleireiro e fez o update de revistas rosa chique)  

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"They’re just Gods, dear!" ou Moço(s) da Semana #19 a 28

Havia um pedido à Marinnen, amiga pessoal e autora de 2 posts (muito apreciados) deste blog. Esse pedido consistia num 3o post dedicado a um moço do agrado de ambas por motivos vários. O post tardou mas, quando veio, foi em modo Lotaria de Fevereiro meets Euromilhões. Njoy!

Vamos viajar até ao Algarve… Estamos na época alta e os lugares estão povoados comos habituais inquilinos barrigudos, barrulhentos e cor de camarão. Sim, estou a falar de ingleses. Por tudo isto, sempre achei que de Inglaterra, não vinha bom material genético. E quem diz Inglaterra diz Reino Unido em geral.
Recentemente descobri algo: se na Antiguidade, tínhamos os Deuses gregos e romanos, na Actualidade, temos os deuses ingleses. E percebi então que a generalidade dos britânicos é feinha para que possa sobrar encanto para os Deuses britânicos. Sim. Encanto será a palavra certa a atribuir àquele  “je ne sais quoi” que lhes é característico quando observamos uma fotografia mas que facilmente se transforma num “je sais déjà” quando os vemos em movimento: sorriso, sentido de humor e estilo/classe
Já anteriormente havíamos discutido a divindade britânica através do pseudo-italiano David Gandy. Mas se esta é uma divindade ao estilo “anda-lá-a-casa-que-lavo-te-a-roupa”, os próximos que vos tragam têm outros registos. É de ter em conta que, se em novos passam despercebidos, todos eles começam a chamar a atenção a partir dos 30, que é como sabemos a idade de ouro de homens e mulheres. Temos para todos os gostos:

Sexy MF God:
Jude Law (41 - Inglaterra) e Jonathan Rhys Meyers (36 - Irlanda) são 2 exemplos mestre! Nunca achei piada ao Jude Law até vê-lo num filme (yummy). Agora, mesmo estando a ficar careca, levava-o para casa... Por outro lado, os olhos verdes do Jonathan nunca me passaram ao lado. Se um troca de namorada como quem troca de camisa na vida real, o outro, provocou calores em “Match Point” e através da série televisiva The Tudors, facilmente deu a entender porque motivo o Rei Henrique VIII tinha tantas mulheres.



Cutest little thing God:
Tem aquele arzinho desamparado a quem só apetece dar colinho mas que no fundo, no fundo, sabe-a toda. Ewan McGregor (42 - Escócia) já passou há muito da idade do colinho mas ninguém se lembra dele sem se lembrar do Moulin Rouge o que dá logo vontade de cafuné. James McAvoy (34 - Escócia) é outro exemplo. Quem não vi o “Atonement” poderá não perceber o que digo (é a história de lhe dar movimento). Quem viu, sabe que aquela personagem querida esconde um “safado” – ver cena da biblioteca. Quem pediu um “Lobo em pele de Cordeiro”?



Brandy God:
Não, não é o deus alcoólico. Simplesmente me pareceu que o Brandy seria o equivalente britânico do Vinho do Porto. Para lá caminham Hugh Grant (53 – Inglaterra) e Colin Firth (53- Inglaterra), dois ex-cuttest little thing (“Quatro casamentos  e um funeral” e “Bridget Jones”, sim?).  
No entanto, esta categoria só existe porque existe o Sir Sean Connery (83 – Escócia). Sim eu sei, tem idade para ser avô de toda a gente mas também sei que será para sempre o Mr Bond, James Bond. Mas merecer um lugar aos 83 anos só se consegue quando se foi um…



Manly man God:
Já diz o nome, o Manly man é o poço de testosterona. Clive Owen (49 – Inglaterra) é um belo exemplar mas o Gerard Butler (44 – Escócia) facilmente lhe rouba o pódio. O manly man não precisa de se cuidar, não precisa disfarçar as rugas, não precisa emagrecer, porque mesmo despenteado, com rugas e gordinho, tem pinta. E mesmo envelhecendo, envelhece bem. Candidato a sucessor do trono de Sean Connery, tem candidatos de peso na próxima categoria…



Gentleman God:
Não é por acaso que deixei esta categoria para o fim. As mulheres até podem gostar de um bonitão sexy mas um gentleman é para a vida. Afinal, quem quer bijuteria quando pode ter diamantes? Benedict Cumberbatch (37 - Inglaterra) e Tom Hiddleston (32 - Inglaterra) não são aquilo a que chamo de bonitos (ok, o Tom não é nada mau) mas há li qualquer coisa que os torna decididamente “husband material”. O tipo de homem que levaríamos a casa dos pais para o chá das cinco. 

Reparem que até o nome é de gentleman… Para quê palavras se podem ter imagem em movimento?
Tom Hiddleston aqui e Benedict Cumberbatch aqui
Fico com dúvidas apenas sobre se este encanto só funciona de fato (fato = roupa) ou se é mesmo uma coisa tipicamente britânica. De uma forma ou de outra…

British do it with style, dear!




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Crónicas de 10 ou 12 linhas - Música à Camões



Às  vezes penso no que me leva a renunciar à música portuguesa. A mim, que digo amar os nossos acordes e letras, vozes e instrumentos. Afasto-me sem razão da nossa cultura, legado que cada país tem só seu. Será por pensar que só Puccini e Donizetti de batutas dadas com trash metal  merecem rodar no mp3? Que chique. Que choque.
Até que fecho os olhos e lembro o que me fazem os nossos acordes e letras, vozes e instrumentos. A certeza de que só a nossa música compete com os abraços dos meus quando vou  a casa, só ela mimetiza aqueles segundos em que morro e renasço no pedaço de mim que volta a casa. Agora recordo o porquê de não nos ouvir frequentemente.  A que "saiu porque quis", a que veio para longe por vontade, a que poucas vezes se encontra só com portugueses... desvanece num sopro e dá lugar à lusitana que vibra com o dedilhar intrincado da guitarra portuguesa, estremece com melodias de gerações. Aquela que quer recitar poemas de todas as eras, decorados ainda criança com a mãe e o avô. Quer.... mas a voz embarga-se e os versos ressoam em silêncio cá dentro. A nossa música desfaz-me a carapaça de combate, o escudo da distancia, deixa-me feliz e vulnerável. Quando me entrego a um momento assim, sei que os 3000km que me separam do canteiro salgado não são nada. Sei porque vou a casa e mato as saudades no instante que carrego no play.




Se estou a ouvir Lamb of God depois de 1 tarde patriótica e uma crónica teclada num fôlego? 
Hell yeah.





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Números chineses


"O facto de um cunhado do actual Presidente Xi Jinping figurar na investigação como detentor de uma sociedade offshore é uma má notícia para o estadista, que tem tentado passar a mensagem de zero tolerância à corrupção, na luta por uma sociedade com menos desigualdades.

A mesma sociedade onde os 100 mais ricos somam fortuna de mais de 300 mil milhões de dólares – ao passo que cerca de 300 milhões de chineses (sobre)vivem com menos de 2 dólares por dia."


Há muito, muito tempo, o neto de Guilherme II, rei da Sicília, enamorou-se da bela filha do rei de Tunes, que correspondia aos afectos do valoroso príncipe. Ciente destes amores, o rei de Tunes pediu a Guilherme que garantisse a seguranca da princesa aquando da passagem do barco que a levaria a Granada, onde estava prometida em casamento. Guilherme empenhou a sua palavra e fez Gerbino jurar que nao ousaria desafiar a sua honra. Mas o amor e loucura falaram mais alto. Gerbino atacou o barco para raptar a princesa. Esta é assassinada pela própria escolta, para desgrada dos amantes. O rei de Tunes clama por justica e Guilherme II nao a negou. Preferiu ser um rei justo antes do avô compreensivo, e com o coracao em sangue mandou prender e decapitar Gerbino. 
in Decameron

Sr. Xi Jinping, em nao tendo com que se ocupar, há aqui matéria de reflexao sobre isso do bom nome arrastado na lama por familiares que merecem ser castigados. Isto, se o caríssimo nao calhar de ser farinha do mesmo saco.

Continua AQUI


E porque regressa amanhã....


Fica uma das minhas preferidas até hoje - História da Filosofia em Folclore. Njoy