É longa porque eu escrevi uma peça de teatro marca Raskov. Mas pelo menos é 1 obra E toda minha. xD
A aventura no metro
PERSONAGENS:
Pusinko (a autora da façanha)
Irmão da Pusinko (na sua visita anual)
Primo (da Pusinko e do irmão, dahh)
Sr. Condutor do Metro
Figurantes para barulho de fundo
Localização espacial: capital (e das boas) onde resido
Localização temporal: o querido mês de Agosto (sim, como na canção do Dino Meira)
Coordenadas específicas: numa estação longe de vós
ACTO I
CENA I
(Sentados nos bancos da estação, os 3 artolas (Pusinko, Irmão e Primo) debitam parvoices à vez. Pusinko entrega as chaves de casa, telemovel e carteira ao irmao para ajeitar uma vinca qualquer no vestido e não mais pega nelas, entretida que estava na conversa)
CENA II
(Grande plano do aviso luminoso em estrangeiro que Pusinko traduz correctamente em voz alta para os seus convidados)
Pusinko: POR FAVOR NÃO ENTRAR NO PRÓXIMO METRO. Só no seguinte.
(Irmão e Primo anuem com cabeça e continuam em amena cavaqueira)
CENA III
(A conversa é cortada pela chegada do metro e todos os passageiros a sair. O condutor passa revista às carruagens e entra na cabine para prosseguir viagem.
Antes de fechar as portas, Pusinko, levanta-se de um salto e decide confirmar que aquela sombra que viu não era algum incauto que não tinha saido. Entra na carruagem e a portas fecham.
A cena termina com Pusinko de cara colada ao vidro a soltar impropérios que o irmão e o primo nao entendem (mas imaginam). Ouvem-se gargalhadas jocosas ao fundo - os palermas dos figurantes)
ACTO II
CENA I
(A viagem demora meia estação (1 minuto) e o metro pára na estação-de-serviço dos metros para fazer um 1 soninho.
Pusinko guincha, berra e apita que não tinha como sair. Aqui d'El Rey e bate nas janelas sem parar.
De súbito as portas destrancam e Pusinko põe um pé fora da carruagem e dá de caras com um indivíduo alto, magro, cabelo lambido de uma gosma qualquer, bigode farfalhudo e um olhar a fazer rastreio de alto a baixo e meio sorriso. É o Sr. Condutor)
Sr. Condutor: Olá Menina. O que faz aqui? (continua no seu olhar esquizóide) Não viu o aviso? (E sorri com ar de quem bate muito mal)
Pusinko: Eu... eu vi... não sei, foi sem querer e ahhh de repente fechou... (nisto Pusinko repara que a estação está mesmo ao pé pois ainda se vê luz)... Eu estava ali com o meu irmão e o primo. São grandes eles. E maus. (Passa as mãos nos bolsos que não existem e na bolsa que ficou com o irmão no banco e aprecebe-se que não tem meios para comunicar)
Sr. Condutor: Sim...claro... (mantém o olhar de scanner de aeroporto)
Pusinko: Estão ali... (e desata a berrar) IRMÃAAAAAAAAAAAAOOOO!! PRIMOOOOOOOOOO
(Pusinko lança olhares ao túnel sem saber se deveria sair dali a correr.
Temendo ser passada a ferros pelo próximo metro, controla-se)
Sr. Condutor: Menina! Menina! Vai ter de entrar na carruagem e aguardar. (Um sorriso suspeito enquanto cofia o bigode fazem Pusinko arregalar os olhos com desconfiança)
CENA II
(Dentro da carruagem, passam-se 2 minutos e Pusinko mia, guincha, palra e pede socorro
O microfone é ligado e a voz com uma gargalhada contida do Sr. Condutor ecoa na carruagem)
Sr. Condutor: Menina! Por favor aguarde um pouco. (o riso contido ultrapassa o conforto de nao ter sido esquecida, apesar do berreiro).
(Pusinko tenta puxar a alavanca do alarme.
Novamente a voz irrompe no compartimento)
Sr. Condutor: Mantenha-se calma nos próximos minutos e tudo correrá bem.
ACTO III
CENA I
(Entre 2 suspiros os motores ligam e em poucos segundos o metro desliza em direcção à luz
Repete-se a imagem inicial: Pusinko com as mãos no vidro surge no outro lado da plataforma.
O irmão e o primo olham ansiosos para Pusinko, e desatam a rir.
Pusinko sai e dirige-se ao Sr. Condutor.
Pusinko:Ohhhh............ muito obrigada Sr. Condutor. Desculpe o faniquito. Foi tudo tão rápido... eu, nem sei...
Sr. Condutor: Não é todos os dias que acontece de facto. Está melhor? (E sorri muito mais simpático)
Pusinko filosofa com o seu bonito decote se o Sr. Condutor não teria feito de propósito para gargalhar um pouco à sua custa. Mas isso não mais interessa. Volta para junto do irmão e do primo para eles poderem mandar piadas parvas e gargalharem os 3 até altas horas da noite. Que, de resto, era o normal quando estavam juntos.
(Saem de cena juntos e divertidos com o momento de paródia vivido)
FIM
Notas:
O Primo Tano é um querido e de grande estima da Pusinko. :D
Foram umas férias maravilhosas com eles. Duas semanas e meia a aparvalhar e sempre felizes.
O episódio é verídico e aconteceu como relatado.
Poderia ter sido resumido a meia dúzia de linhas mas, no seguimento de uma directa, a
imaginação é muito fértil e permite momentos de comicidade e parvoice elevadas. Especialmente para quem lá esteve e assistiu ao stress todo :/ A quem lê não tem tanta graça mas partilho na mesma.
Exercício: Descobrir a palavra que completa a expressão portuguesa que se segue:
"Ah e tal, isso é uma _________ em 3 actos"(não me desiludam ao acertar porque isto deu-me trabalho a fazer)